A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Aracaju iniciou, na manhã desta segunda-feira, 2, a inserção do implante subdérmico contraceptivo Implanon na rede pública. O atendimento começou nas áreas com maiores índices de vulnerabilidade social e de gravidez na adolescência.
A primeira unidade a disponibilizar o método foi a Unidade de Saúde da Família (USF) Roberto Paixão, no bairro 17 de Março, que também atende moradoras do bairro Santa Maria. Médicas e enfermeiras da unidade passaram por capacitação técnica para garantir a aplicação correta e segura do dispositivo.
Critérios de prioridade
De acordo com diretrizes do Ministério da Saúde, têm prioridade adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade, como: pessoas em situação de rua, usuárias de drogas, em extrema pobreza, com transtornos mentais graves, soropositivas para HIV, com contraindicação a outros métodos ou com mais de quatro filhos que não desejam laqueadura.
Orientação individual
A referência técnica da linha de cuidado Saúde da Mulher da SMS, Cristiani Ludmila Mendes, ressaltou que a escolha do método deve ser individualizada. “Cada mulher precisa ser avaliada por um profissional de saúde, pois cada método tem indicações específicas”, frisou. Enquanto o implante não estiver disponível em todas as unidades, a população deve continuar utilizando os métodos já ofertados pelo SUS, como DIU, injetáveis, pílulas anticoncepcionais e preservativos.
Oferta gradual
A SMS informou que a ampliação do serviço será feita à medida que as equipes das demais Unidades de Saúde da Família forem capacitadas. Interessadas devem procurar a unidade de referência para avaliação clínica e orientação sobre o uso do Implanon.
Sobre o Implanon
O implante subdérmico atua por até três anos sem necessidade de manutenção. Após esse período, o dispositivo deve ser retirado; caso a usuária deseje, um novo implante pode ser colocado imediatamente. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
Além do Implanon, o Sistema Único de Saúde oferece preservativos externo e interno, DIU de cobre, anticoncepcional oral combinado, pílula de progestagênio e injetáveis hormonais mensal e trimestral. Entre esses métodos, apenas os preservativos previnem Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Com informações de Infonet
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