A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), está reforçando o pedido para que moradores atualizem seus dados nas Unidades de Saúde da Família (USFs). A iniciativa busca garantir acompanhamento adequado pelas equipes, além de evitar atrasos na comunicação sobre consultas, exames e procedimentos.
Para realizar a atualização, os usuários devem apresentar documento de identificação pessoal e comprovante de residência recente. Caso mais de uma pessoa resida no endereço, é necessário levar também os documentos dos demais moradores, possibilitando o vínculo de todos ao mesmo domicílio.
O processo pode ser feito diretamente na USF de referência ou pelo agente comunitário de saúde responsável pela área. Após o cadastro, o agente realiza visita domiciliar para confirmar as informações prestadas.
A coordenadora da Rede de Atenção Primária, Mayra de Oliveira, explica que o trabalho tornou-se ainda mais importante diante das mudanças constantes nos territórios. “Muitos cadastros têm mais de 24 meses sem atualização. Precisamos saber quem realmente reside na área para garantir acesso qualificado e fortalecer o vínculo com os usuários”, afirma.
Cada equipe de Saúde da Família responde por um recorte territorial e, segundo Mayra, alguns grupos atendem mais de 4.500 pessoas, quando o ideal seria até 3.500. “Uma base de dados correta ajuda a organizar as equipes e a implantar novas unidades”, acrescenta.
Maria Fernanda, gerente de estratégia da Rede, lembra que há dois tipos de registro: o individual, focado na identificação do usuário, e o domiciliar, que vincula todos os residentes ao endereço. “O Ministério da Saúde exige não só quantidade, mas qualidade das informações. A atualização de 24 em 24 meses facilita a busca ativa de pacientes”, destaca.
Nas USFs, a checagem de dados ocorre diariamente. Taheana Santana, coordenadora da unidade Geraldo Magela, no bairro Orlando Dantas, relata que a equipe confere o número de celular durante o atendimento. “Quando o contato está desatualizado, orientamos procurar o agente. Se não conseguimos avisar sobre consultas ou exames, a vaga pode ser perdida”, explica.
Moradora do bairro, Pedra da Conceição dos Santos Lourenço, 41 anos, garante manter o cadastro em dia. “Se não estiver correto, não conseguimos atendimento em urgências”, afirma.
Atuando há 16 anos, o agente comunitário Rivaldo dos Santos Ferreira reforça a importância das informações corretas. “Quando dados estão errados, consultas são perdidas. A dificuldade maior é não encontrar o usuário em casa porque trabalha ou mudou”, comenta.
A SMS também vincula a atualização cadastral ao processo de expansão da rede. Três novas unidades estão em construção: USFs Renato Mazé Lucas (Soledade), Humberto Mourão (São Conrado) e João Bezerra (Areia Branca). “Com mais equipes, conseguiremos distribuição equilibrada e cobertura de 100% na atenção primária”, conclui Mayra de Oliveira.
Com informações de Portal Infonet
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