A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, a autorização para a comercialização, distribuição e uso de parte dos produtos da Ypê que estavam sob restrições sanitárias nas últimas semanas.
A decisão veio após um dia de idas e vindas da Anvisa. Inicialmente, a agência liberou os produtos identificados com final de lote 1, fabricados a partir de 1º de abril de 2026. No entanto, cerca de uma hora depois, foi divulgada uma nota informando que a proibição continuava em vigor para todos os itens listados na Resolução 1.834/2026. Por fim, a Anvisa voltou atrás e autorizou novamente a comercialização dos produtos fabricados a partir de abril.
Esta autorização abrange lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com final de lote 1, produzidos após 31 de março. É importante ressaltar que os produtos fabricados até essa data continuam proibidos para comercialização, distribuição ou uso. A Anvisa determinou que esses itens sejam mantidos armazenados em local seguro até que laudos emitidos por laboratórios autorizados sejam apresentados.
A revisão das restrições ocorreu após uma reinspeção realizada pela Anvisa em parceria com órgãos de vigilância sanitária das cidades de São Paulo, Campinas e Amparo. A fiscalização revelou avanços nas medidas corretivas implementadas pela Química Amparo, fabricante da Ypê, após a suspensão de duas linhas de produção na fábrica localizada em Amparo, interior paulista.
O caso teve início em maio, quando a Anvisa decidiu suspender as atividades de duas linhas de produção da empresa e publicou a Resolução 1.834/2026, que impediu a comercialização de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com final de lote 1. Dias depois, a agência também determinou o recolhimento desses produtos do mercado.
A Química Amparo apresentou um plano de ação para atender a 76 exigências sanitárias identificadas durante a inspeção realizada em abril. Segundo a Anvisa, as correções adotadas pela empresa foram consideradas suficientes para a retomada das operações da fábrica. Contudo, apesar da autorização recente, parte dos produtos ainda permanece sob restrição. A liberação definitiva dos itens fabricados até 31 de março dependerá da apresentação dos laudos técnicos exigidos pela agência.




