Fontes ouvidas pelo Sergipe News apontam articulação para divulgar vídeos e acusações no plenário. A presidência da Alese ainda não se manifestou sobre possíveis medidas.
Aracaju/SE — A presidência da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) deve ficar atenta para uma possível onda de ataques que utilizem o plenário da Casa como palco para divulgação de vídeos com teor de fake news e ataques pessoais.
Tudo leva a crer que é um trabalho de ataque político e o presidente Jeferson Andrade não deve autorizar uso de tais materiais. Ele deve está atento.
Segundo fontes na apuração, existe um trabalho orquestrado nos bastidores, com orientações para desgastar a imagem e o trabalho do governador Fábio Mitidieri, gerar balbúrdia e especulações na mídia, além de provocar intensos debates nas redes sociais. O objetivo seria movimentar a opinião pública para que não acompanhe o projeto de reeleição do atual governo.
As mesmas fontes relatam que a estratégia incluiria o uso do espaço do plenário por parte de um deputado da oposição para reverberar o material, transformando a Casa em veículo de fortalecimento da iniciativa. A hipótese apresentada pelas fontes aponta para a intenção de criar desordem em vez de promover debate de propostas.
Uma segunda fonte também informou que o presidente Jeferson Andrade está atento e tem pulso suficiente para não deixar tais situações vir a cabo, e que já pode ter buscado orientar sobre comportamentos considerados irregulares, por entender que o parlamentar pode usar o espaço para falar, e não para veicular mídias com material classificado como fake news e ataques.
O relatório de caráter institucional sobre o papel do plenário reforça que o espaço é dedicado ao debate de ideias, à apresentação de reivindicações e projetos. Segundo a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (UNALE), o plenário é a instância máxima de deliberação, debate e votação do poder legislativo estadual, destinado à discussão e votação de leis, emendas constitucionais e outras proposições.
Para um jurista de Sergipe, o mês de setembro antecede a reta final de campanha e é natural que situações surgam em razão da ansiedade e das emoções do período. Ainda assim, o jurista defende que é preciso manter equilíbrio e civilidade, promovendo a disputa no campo das ideias como exercício para a manutenção de uma eleição saudável.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o clima na Casa está se tornando mais tenso, com autoridades internas e parlamentares sendo aconselhadas a preservar a ordem e a função institucional do plenário diante do calendário eleitoral.
Por Adeval Marques
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