A Rede Lilás da Prefeitura de Aracaju leva informações sobre o enfrentamento à violência contra a mulher a trabalhadores da construção civil. A iniciativa ocorre em parceria com a Construtora Celi.
A programação do Agosto Lilás está levando informação e conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher para trabalhadores da construção civil. A ação é realizada pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas Públicas para as Mulheres (SerMulher), em parceria com a Construtora Celi.
A iniciativa acontece em um ambiente historicamente marcado pela predominância da mão de obra masculina e busca abrir espaço para um diálogo que ainda encontra resistência: violência contra a mulher, respeito, igualdade e comportamentos muitas vezes naturalizados nas relações cotidianas.
Mais do que repassar informações, a proposta é provocar reflexão. A equipe da SerMulher conversa diretamente com os trabalhadores sobre as diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha e sobre a importância de reconhecer atitudes que ultrapassam os limites do respeito.
Para Bruna Neri, engenheira de segurança da Celi, a ação é especialmente importante diante do perfil dos trabalhadores e da realidade da empresa, que também conta com mulheres em posições de liderança. “A gente tem uma predominância de mão de obra masculina e uma mão de obra com pouca instrução também”, explica Bruna.
A presença feminina no comando evidencia a necessidade de ampliar a conversa dentro dos canteiros. “Na Celi, a gente tem uma mão de obra na liderança feminina, muita mulher também no comando e a gente enfrenta algumas dificuldades no dia a dia. É uma maneira de se aproximar deles e mostrar que alguns comportamentos e falas também são considerados uma violência”, pontua a engenheira.
Para a coordenadora da Coordenadoria de Proteção aos Direitos da Mulher, Lays Milena, levar o tema do enfrentamento à violência contra a mulher para espaços predominantemente masculinos é uma estratégia importante de prevenção.
“Essa não é uma pauta apenas das mulheres. Precisamos envolver também os homens, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, relacionamentos saudáveis e sobre as diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha”, afirma.
Segundo Lays, ocupar esses espaços amplia o alcance das políticas públicas e faz com que a informação chegue a públicos que nem sempre participam dos debates sobre violência contra a mulher. “Levar esse diálogo para os ambientes de trabalho é ampliar a prevenção e fortalecer uma cultura de respeito”, destaca.
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