São Paulo (SP) – A Ada Metaverse Corporation, deep tech de educação imersiva sediada em Aracaju (SE) e incubada no Tiradentes Innovation Center, foi uma das startups convidadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para o 11º Congresso de Inovação da Indústria, realizado nos dias 25 e 26, na capital paulista.
Vencedora regional do Prêmio Mulheres Inovadoras 2023, a empresa dividiu espaço no estande da Finep com a Trie, ganhadora da edição 2025 na região Sudeste. O objetivo da participação foi mostrar o impacto dos investimentos em ciência, pesquisa e inovação no desenvolvimento de novas tecnologias.
Investimentos e expansão
Segundo a cofundadora e COO, Tássia Nunes, a Ada Metaverse captou pouco mais de R$ 1,5 milhão em recursos de subvenção econômica nos últimos anos, dos quais R$ 665 mil vieram de editais da Finep. “O apoio possibilitou gerar empregos, reter cientistas no país e avançar em neurotecnologias, realidade imersiva e inteligência artificial, pilares da Indústria 4.0”, afirmou.
Representação no evento
No congresso, a startup foi representada pelo mestre em neuroengenharia e pesquisador João Paulo Bezerra Fernandes. Para Tássia, a experiência foi “gratificante e de alto impacto”, permitindo trocar conhecimentos com empreendedores, investidores e representantes do Governo Federal, além de conhecer inovações de diferentes regiões do Brasil.
Reconhecimento institucional
A ministra Luciana Santos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), visitou o estande da Finep e conheceu os projetos apresentados. No encerramento, o diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos, participou da cerimônia do Prêmio Nacional de Inovação, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, com apoio de SESI, SENAI e IEL.
Sobre a Ada Metaverse
Fundada pelas irmãs gêmeas Tâmara e Tássia Nunes, biomédicas formadas pela Universidade Tiradentes e especializadas em Neuroengenharia, a Ada Metaverse combina inteligência artificial, neurociência e metaverso para qualificar profissionais da saúde em ambientes virtuais antes do atendimento a pacientes reais. A solução busca reduzir parte das mais de 2,6 milhões de mortes anuais atribuídas a falhas hospitalares, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Com foco em inclusão social, geração de renda e estímulo à participação de mulheres e meninas na ciência e tecnologia, a startup integra iniciativas que articulam academia, empresas e governo.
Com informações de Infonet
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