O Ministério da Justiça contabilizou 313 ocorrências até as 14h deste domingo. Propaganda irregular lidera os casos, seguida por denúncias de boca de urna e compra de votos.
O Ministério da Justiça registrou 313 crimes eleitorais até às 14h deste domingo. Entre os estados com maior número de ocorrências estão Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Mais de um terço dos registros referiu-se a propaganda eleitoral irregular, totalizando 130 casos. Em sequência apareceram denúncias relacionadas a boca de urna e compra de votos, sem detalhamento numérico adicional nos dados divulgados.
Também foram contabilizados quatro crimes comuns contra candidatos e quatro crimes comuns contra locais de votação. Nas ações de fiscalização e repressão a ilícitos eleitorais foram apreendidos mais de R$ 108 mil, quatro armas, 13 veículos e material de campanha.
Além das forças de segurança estaduais e federais, três mil promotores e procuradores eleitorais estão nas ruas para fiscalizar a votação, coibir abusos e proteger o direito do eleitor.
O Ministério Público Eleitoral atuou, neste ano, em mais de 37,8 mil processos relacionados às Eleições 2026. A maior parte dessas ações estava vinculada aos quase 21 mil pedidos de registro de candidatura. Outras 12,3 mil ações trataram de irregularidades na propaganda eleitoral, sendo boa parte delas relacionadas à internet.
Mais de quatro mil processos foram abertos a partir de postagens em redes sociais. O uso de inteligência artificial e deepfakes passou a constar de 700 ações específicas. Houve, ainda, procedimentos que versaram sobre divulgação de notícias falsas e propaganda antecipada.
Os números divulgados pelo governo federal apontaram apreensões e ações de fiscalização que envolveram diferentes modalidades de crime eleitoral e instrumentos tecnológicos, além do acompanhamento processual realizado pelo Ministério Público Eleitoral ao longo do ano.
Em Sergipe, estado citado entre os que registraram maior incidência de ocorrências, o balanço integra o apanhado nacional divulgado no mesmo relatório, que detalhou tipos de infração, quantidades de processos e itens apreendidos nas operações.
Os dados referentes ao total de registros, às apreensões e ao desempenho institucional nas ações de fiscalização e judicialização das eleições foram apresentados com ênfase no combate a irregularidades na propaganda, no controle do uso de tecnologia em conteúdos eleitorais e na preservação do processo de votação.
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