Prefeitura estrutura as etapas para atualizar o PDDU, que vai orientar o crescimento urbano da capital. Gestão promete abrir espaço para participação popular e transparência.
A revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Aracaju está em uma fase crucial, marcada pelo planejamento e pela participação popular. A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seminfra), está estruturando as bases para garantir um processo participativo e transparente, envolvendo a sociedade desde o início dos trabalhos.
A prefeita Emília Corrêa enfatizou a importância de iniciar a revisão do Plano Diretor com um planejamento bem estruturado e diálogo. Segundo ela, o Plano Diretor é fundamental para o futuro da cidade, pois orientará o crescimento de Aracaju nos próximos anos. A prefeita ressaltou que é essencial ouvir as vozes de quem vive a realidade da capital sergipana.
A coordenadora do grupo gestor da revisão do Plano Diretor, Edmara Vieira, explicou que essa etapa foi dedicada à organização da estrutura necessária para o desenvolvimento do processo. Ela destacou que foram elaborados documentos para a contratação da consultoria que auxiliará na revisão e que a equipe técnica foi mobilizada para reunir informações e construir os Termos de Referência, conforme aprovado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (Condurb).
Além do trabalho técnico, Edmara mencionou que há esforços para coletar informações junto a todas as secretarias municipais, envolvendo profissionais de diversas áreas. As ações de divulgação visam aproximar a população do tema, esclarecendo a importância do Plano Diretor e sua relação com o cotidiano das pessoas.
O trabalho de conscientização começou durante o projeto Tamo Junto Aracaju, onde foram ouvidas as percepções da população sobre o Plano Diretor. Edmara notou que, embora o plano esteja presente no dia a dia, muitos o veem como algo distante. Para mudar essa percepção, foram introduzidas atividades interativas, preparando a população para participar das audiências públicas de forma mais efetiva e consciente.
Ela ressaltou que as dinâmicas ajudam os participantes a entender as contribuições que podem fazer ao planejamento urbano. Exemplos práticos foram utilizados, como questões sobre tapa-buracos e sinalização, que não fazem parte do planejamento do Plano Diretor, mas que ajudam a direcionar as contribuições da população para temas como infraestrutura e serviços públicos.
A prefeita Emília Corrêa reforçou o compromisso de garantir que cada cidadão tenha condições de participar ativamente do processo. O objetivo é que a população compreenda o papel do Plano Diretor e contribua para a construção de uma Aracaju mais organizada e sustentável, com melhor qualidade de vida.
A coordenadora técnica também destacou a relevância da etapa de engajamento, pois os cidadãos são fundamentais na construção das leis de planejamento da cidade. O conhecimento deles sobre as dificuldades e potencialidades de Aracaju será compartilhado com a equipe técnica e a consultoria, contribuindo para um planejamento mais eficaz.
A consultoria especializada, que será contratada, terá um papel crucial no suporte técnico ao processo. Edmara afirmou que a empresa trará experiência e expertise na elaboração de planos diretores, organizando as etapas do processo e compilando as contribuições da população.
Segundo a arquiteta e urbanista do Grupo Gestor, Ana Caroline Santos de Oliveira, a consultoria é especialmente necessária devido ao tempo decorrido desde a última revisão do Plano Diretor, que ocorreu há mais de 20 anos. Com um prazo reduzido, o trabalho sistematizado e ágil se torna essencial para avançar nas próximas etapas da revisão.
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