Vereador de Aracaju levou à Câmara a demanda após debate no MPF sobre dificuldades de deslocamento. Medida busca reduzir a evasão e manter jovens no ensino superior.
No grande expediente da sessão plenária da Câmara Municipal de Aracaju, ocorrida nesta quinta-feira, 13, o vereador Camilo Daniel (PT) apresentou uma proposta para a criação de uma política estadual de transporte intermunicipal voltada para estudantes universitários. A iniciativa visa combater a evasão escolar e garantir a permanência dos jovens no ensino superior.
A defesa do vereador se deu após uma audiência realizada na quarta-feira, 12, no Ministério Público Federal (MPF), onde foram discutidas as dificuldades de deslocamento enfrentadas por estudantes que estudam fora de seus municípios de origem. Camilo Daniel parabenizou o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) pela iniciativa de acionar o MPF para abordar o problema e elogiou a sensibilidade do órgão em acolher a demanda.
Durante sua fala, o vereador destacou a expansão da universidade pública em Sergipe, impulsionada pelas políticas do governo federal, e enfatizou que esse crescimento deve ser acompanhado por políticas de mobilidade adequadas. “O transporte, que antes não era uma condição tão determinante, hoje é praticamente fundamental. É um dos principais motivos para que estudantes desistam da universidade”, afirmou.
Camilo Daniel também defendeu a necessidade de integrar o transporte metropolitano e sugeriu a inclusão do município de Laranjeiras no sistema de transporte. Para ele, o Governo do Estado deve observar experiências de outras regiões do país e subsidiar o transporte intermunicipal, além de finalizar o processo de licitação que foi iniciado há dois anos. “Precisamos avançar numa solução prática para garantir o deslocamento dos estudantes”, destacou.
Além disso, o vereador fez um apelo pela convocação de mais professores aprovados no concurso do magistério estadual. Ele argumentou que o número de vagas ofertadas no concurso é insuficiente para atender a demanda e criticou a continuidade de contratos temporários enquanto há um concurso público em andamento. “Não tem como potencializar a educação sem convocar os professores para o magistério. Até hoje, tem estudantes que estão sem professores, no segundo semestre do ano. Não adianta a gente seguir com PSS, com contratos, se a gente tem concurso em vigência”, alertou, ressaltando a urgência na convocação dos professores aprovados e do cadastro de reserva.
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