Projeto do Instituto JCPM reúne jovens nesta quarta-feira, 12, para debater identidade, origens e futuros coletivos. A ação encerra um circuito cultural por espaços históricos de Aracaju.
O projeto “Conexão Juventudes”, promovido pelo Instituto JCPM, chega ao fim nesta quarta-feira, 12 de agosto, com um evento especial no Museu da Gente Sergipana. A programação deste ano traz o tema “Identidade: entre raízes e futuros coletivos” e visa incentivar a reflexão entre os jovens sobre suas origens e o futuro que desejam construir.
Na semana passada, o projeto levou um grupo de jovens a um passeio pelos pontos históricos de Aracaju, incluindo o Largo da Gente Sergipana, o Beco dos Cocos, o Mercado Thales Ferraz e a comunidade Maloca, localizada no bairro Getúlio Vargas. O passeio foi mediado pelo historiador e guia de turismo, Osvaldo Neto, que conduziu os participantes a uma imersão na cultura local.
“O ‘Conexão nas Ruas de Ará’ é um convite para olharmos a cidade, nos conectarmos com as pessoas que vivem nela, os lugares que contam a nossa história e as comunidades que fazem a nossa cultura”, afirma Danielle Santana, coordenadora de Gestão e Articulação Social do IJCPM em Aracaju. O evento busca proporcionar uma experiência que vá além do passeio e que ofereça uma conexão real com a vida urbana.
A universitária Juliana Cristine, de 23 anos, moradora do bairro Atalaia, compartilhou sua experiência: “Vivemos um dia incrível porque conhecemos mais sobre a cultura sergipana. Ver o Beco dos Cocos revitalizado e visitar o mercado municipal foi muito importante para a minha formação”. Juliana destacou a importância de conhecer a comunidade Maloca, um dos quilombos urbanos reconhecidos pelo governo federal, como uma experiência enriquecedora.
A programação de encerramento do “Conexão Juventudes” contará com debates, oficinas de crochê, biojoias e máscaras cênicas, além de apresentações culturais, a partir das 13h30. Embora a programação seja voltada para os jovens do Instituto, a organização convida toda a sociedade a participar desse exercício de valorização da cultura e da identidade local.
O projeto, que atua em Aracaju desde 2016, tem como meta contribuir para a formação e empregabilidade de jovens de 16 a 24 anos, estudantes ou ex-alunos da rede pública. A expectativa é que cada jovem redescubra a cidade e sua própria história durante esse processo de conexão com as raízes culturais.
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