Pré-candidato ao Senado, André Moura cobra políticas públicas que incluam a saúde mental de mulheres responsáveis por cuidados contínuos. Ele afirma que acolher essas mães é uma questão de humanidade.
O pré-candidato ao Senado e presidente da Federação União Progressista em Sergipe, André Moura, defende que a saúde mental das mães atípicas deve ser prioridade nas políticas públicas. Segundo ele, enquanto a atenção se concentra nas necessidades das crianças e adolescentes com deficiência e outras condições que exigem cuidados contínuos, é imprescindível considerar o bem-estar das mães, que frequentemente assumem a maior parte dessa responsabilidade.
André Moura acredita que reconhecer a realidade vivida por essas mulheres é essencial para a formulação de políticas públicas mais humanas e eficazes.
“A mãe atípica enfrenta uma rotina de dedicação intensa, muitas vezes abrindo mão da própria saúde para cuidar do filho. Precisamos reconhecer essa realidade e garantir que essas mulheres tenham acesso ao acolhimento, ao acompanhamento psicológico e a uma rede de apoio que fortaleça sua qualidade de vida. Cuidar de quem cuida também é um compromisso com a inclusão e com a dignidade das famílias”, afirmou o pré-candidato.
A psicóloga Ana Karoliny Almeida ressalta que o cuidado com a saúde mental das mães atípicas deve ser central nas ações de promoção da saúde.
“Um olhar atento também deve ser direcionado às mães atípicas, que muitas vezes permanecem invisíveis diante das demandas de cuidado e das vulnerabilidades apresentadas por seus filhos. A rotina da maternidade atípica envolve, além de uma intensa sobrecarga de tarefas, uma sobrecarga emocional constante que pode resultar em estresse crônico, isolamento social, redução do autocuidado, alterações de humor, sinais e sintomas ansiosos e depressivos, além de outros impactos significativos para a saúde mental”, explica a especialista.
Para Moura, cuidar da saúde mental das mães atípicas é uma estratégia vital para promover qualidade de vida e fortalecer toda a rede de cuidado.
“Da mesma forma que é essencial ampliar o atendimento às crianças atípicas, também é necessário cuidar de quem cuida. A ampliação do acesso ao acompanhamento psicológico e psiquiátrico, quando necessário, a criação de oficinas e grupos de apoio, o incentivo à prática de atividade física, à alimentação saudável, aos momentos de lazer e à convivência social são ações que podem fazer parte de políticas públicas voltadas ao suporte dessas famílias e nós iremos trabalhar para que isso aconteça”, detalhou André Moura.
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