O aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, comentou com ironia as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à recente decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em uma publicação nas redes sociais, Miller fez um breve comentário: “Chora mais”, acompanhado da expressão “womp womp”, que é comumente usada para zombar de queixas ou demonstrar indiferença.
A manifestação de Miller ocorreu um dia após Lula criticar publicamente a decisão dos Estados Unidos e a visita do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve em Washington para reuniões com autoridades americanas. Durante uma agenda em Sergipe, na sexta-feira, 29 de maio, o presidente Lula chamou Flávio de “traidor” e afirmou que ele teria buscado apoio externo para interferir em assuntos internos do Brasil.
“Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir para os Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, disse Lula. Ele ainda ressaltou: “Não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a nossa democracia, não duvidem das coisas que nós fazemos nesse país. Se quiser combater o crime organizado, aprove a PEC da Segurança Pública que está no Senado”, enfatizou o presidente.
Miller, que foi conselheiro sênior nas campanhas presidenciais de Trump em 2016, 2020 e 2024, fez suas observações após a reunião entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca. O senador confirmou que solicitou ao presidente americano a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas. A inclusão dessas facções na lista foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos na quinta-feira, 28 de maio, e gerou críticas de integrantes do governo Lula.
O Palácio do Planalto manifestou preocupação com a decisão, avaliando que ela poderia abrir espaço para ações unilaterais dos Estados Unidos em temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado no Brasil. Essa análise é rejeitada por aliados de Flávio Bolsonaro, que defendem a medida.


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