Os mediadores dos Estados Unidos e do Irã continuam as discussões sobre um memorando de entendimento desde a manhã do dia 31 de maio. Segundo informações, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez revisões no documento na última sexta-feira, que foi então enviado de volta a Teerã para aprovação.
Essa é a terceira rodada de alterações propostas por Trump, que tem enviado a proposta entre os dois países através de mediadores. Embora as mudanças sejam consideradas significativas, os detalhes ainda não foram divulgados.
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, confirmou em declarações à mídia local que a troca de mensagens com Washington está em andamento. Ele enfatizou que, até que um resultado concreto seja alcançado, não é aconselhável tirar conclusões precipitadas.
“Tudo o que está sendo dito neste momento são especulações e não devem ser levadas a sério”,
disse Araghchi.
No dia 30 de maio, os Estados Unidos renovaram as ameaças ao Irã, afirmando que estão preparados para retomar a guerra, se necessário. As autoridades americanas reiteraram que qualquer acordo de paz deve respeitar suas “linhas vermelhas”.
Fontes em Washington indicaram que uma proposta de acordo inclui uma prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, embora as negociações ainda enfrentem impasses. Trump escreveu em sua rede social que o Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares e exigiu a destruição dos estoques de urânio altamente enriquecido do país.
Por sua vez, Teerã exige a liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos que estão congelados nos EUA. A emissora estatal Irib informou que um esboço não oficial do memorando inclui a liberação de 12 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 60,7 bilhões) em ativos congelados.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, também declarou que o país está preparado para retomar as hostilidades, caso seja necessário.
“Nossas reservas são mais do que adequadas para isso, tanto lá quanto em todo o mundo, devido à forma como equilibramos munição de alta precisão e munição mais abundante”,
afirmou durante um fórum em Singapura.
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