O ministro Alexandre de Moraes recebeu, entre os dias 29 e 30 de maio de 2026, uma série de notícias desfavoráveis que o colocaram novamente em evidência. As decisões envolvem casos que podem impactar sua atuação e reputação.
A primeira e mais significativa delas foi a autorização do ministro André Mendonça para que Daniel Vorcaro retornasse à cela especial da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A volta de Vorcaro sugere que ele está disposto a colaborar com uma delação premiada que siga os padrões legais, após uma proposta anterior ser rejeitada pela polícia. A situação de Vorcaro é complicada, refletindo a pressão enfrentada por ele e por seu pai, que está preso e em estado crítico.
“Se vier mesmo uma delação premiada de acordo com as boas práticas processuais, Alexandre de Moraes deverá ser protagonista de momentos definitivos do caso Master”, analisam especialistas.
Outro revés para Moraes veio na mesma data, quando a justiça italiana anulou a decisão que permitia a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil. Os juízes italianos identificaram falhas nos processos que levaram à condenação de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal (STF), aceitando a argumentação de sua defesa sobre a suposta perseguição política. Esta decisão representa uma derrota significativa, já que Moraes havia solicitado urgência no processo de extradição.
Além disso, o ministro também não conseguiu extraditar o jornalista Oswaldo Eustáquio, atualmente refugiado na Espanha. O tribunal espanhol considerou que Eustáquio é uma vítima de perseguição política, o que reforça a falta de confiança nas decisões de Moraes e do STF por parte de outros sistemas judiciais.
Por fim, uma terceira má notícia surgiu no dia 30 de maio, quando a Justiça Federal da Flórida aceitou que Moraes fosse citado por e-mail em uma ação movida contra ele pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media. As empresas o acusam de violar a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, ao bloquear contas de brasileiros hospedadas em seus serviços e emitir ordens para silenciar usuários. Essa acusação se alinha às sanções aplicadas a Moraes no contexto da Lei Magnitsky, que ele conseguiu contornar no final de 2025. A situação se mostra complicada para o ministro, que enfrenta repercussões internacionais em sua atuação.
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