A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Robertson, confirmou na última sexta-feira, 29 de maio, que as facções criminosas brasileiras, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), estão presentes em pelo menos 12 estados americanos. A declaração foi feita durante uma entrevista exclusiva ao programa 3 em 1.
Segundo Robertson, a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas permite ao governo dos EUA adotar diversas medidas contra esses grupos. Entre as ações estão o bloqueio de bens e a proibição de entrada de integrantes dessas facções no território americano. A porta-voz enfatizou que qualquer tipo de apoio a essas organizações é considerado crime sob a legislação norte-americana.
“Essas ações visam frear e eliminar a atuação do PCC e do CV não apenas nos Estados Unidos, mas também no Brasil e em outras partes do mundo”, declarou Robertson, destacando a seriedade com que o governo dos EUA trata a questão da criminalidade organizada.
Durante a entrevista, Amanda Robertson foi questionada sobre a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. A porta-voz foi clara ao afirmar que essa opção não está em consideração. “O enquadramento do PCC e do CV como grupos terroristas não envolve qualquer tipo de atividade militar”, afirmou, reforçando que as medidas adotadas são de natureza legal e diplomática.
A presença dessas facções no território americano levanta preocupações sobre o tráfico de drogas e outras atividades criminosas que podem impactar não apenas a segurança pública, mas também as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. A atuação do PCC e do CV fora do Brasil é um tema que se tornou cada vez mais relevante nas discussões sobre segurança internacional.
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