A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, gerou um alerta importante do Federal Bureau of Investigation (FBI). Na última terça-feira, 29 de maio de 2026, a agência emitiu um comunicado sobre os riscos de intimidação, perseguição e possíveis ataques relacionados a ações de “regimes estrangeiros hostis” durante o torneio.
O diretor do FBI, Kash Patel, destacou que “governos estrangeiros podem intensificar ações contra indivíduos vistos como ameaças políticas por esses países”. A declaração foi feita em uma postagem na rede X, onde Patel enfatizou que autoridades de outros países podem agir dentro do território norte-americano com o objetivo de intimidar, silenciar ou até eliminar pessoas que são consideradas adversárias por esses regimes. Essa situação eleva as preocupações de segurança em torno do evento mundial.
Como uma medida preventiva, os Estados Unidos anunciaram a mobilização de equipes de contrainteligência e segurança em mais de 56 locais relacionados à Copa do Mundo, incluindo grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Miami e Filadélfia. O FBI também alertou sobre riscos associados a drones, ataques cibernéticos e ações que podem ser atribuídas a grupos extremistas ou agentes envolvidos em disputas geopolíticas internacionais.
A abertura do torneio está marcada para o dia 11 de junho, no Estadio Azteca, no México, e a partida final será realizada em 19 de julho no MetLife Stadium, nos Estados Unidos. O comunicado do FBI se soma a debates já existentes sobre segurança, logística e o cenário internacional que envolve a organização da competição.
Em relação ao monitoramento e perseguição, o FBI ressaltou que eventos de grande porte, como a Copa do Mundo, oferecem oportunidades para que governos hostis realizem vigilância e intimidação. Isso pode ocorrer por meio de acompanhamento físico, ameaças em redes sociais ou pressão sobre familiares que residem no país de origem.
Historicamente, os Estados Unidos já acusaram o Irã de planejar ações contra dissidentes iranianos em solo americano, assim como a China teria pressionado opositores chineses que vivem nos EUA. Além disso, autoridades norte-americanas levantaram suspeitas sobre a Rússia ter realizado operações de espionagem e perseguições políticas em outros países.
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