Durante um evento da Petrobras em Sergipe, na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que indicará novamente o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita no início da tarde, quando o presidente abordou a necessidade de articulação política do governo com o Legislativo.
Lula expressou sua insatisfação com a recente derrota de Messias no Senado, onde sua indicação foi rejeitada. O presidente afirmou que ficou “triste” pela rejeição do advogado-geral da União, destacando que a derrota não se deu por falta de competência, mas por questões políticas. “Eu perdi a indicação do meu ministro para a Suprema Corte e fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica. É um dos melhores advogados deste país”, declarou.
“Ele não foi derrotado porque teve alguma ficha suja na vida. É um dos homens mais íntegros deste país. Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou indicar o Messias novamente.”
Em seguida, Lula ressaltou que sua decisão de indicar Messias novamente é uma questão de respeito à função presidencial. “Sou eu quem decide”, afirmou, enfatizando o papel do Senado na avaliação das qualificações do indicado. “O Senado pode rejeitar alguém se entender que ele não tem competência jurídica. Então o Senado diga: ‘Eu não vou votar em você porque você é um advogado mequetrefe, porque você não tem qualificação, porque tem ficha suja, porque é ladrão, porque bateu na mulher’. Digam isso. O que não pode é simplesmente derrotar alguém por derrotar”, completou.
O presidente ainda criticou a perda da civilidade no debate político, afirmando que a rejeição a Messias não tinha explicação. “A gente perde a civilidade neste país. Perde o direito à convivência democrática na diversidade, que é o que garante a democracia”, concluiu.
Jorge Messias, que teve sua nomeação barrada com 42 votos contrários e 34 favoráveis, se tornou o primeiro indicado ao STF a ser rejeitado pelo Senado desde 1894. A última rejeição ocorreu durante o governo de Floriano Peixoto, quando o médico Barata Ribeiro foi vetado.
Após sua derrota, Messias afirmou que passou por um processo de “desconstrução da sua imagem” e agradeceu ao presidente Lula pela confiança depositada em seu trabalho.
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