No próximo domingo, 31 de maio de 2026, cerca de 41 milhões de colombianos irão às urnas para escolher o novo presidente do país, que governará de 2026 a 2030. Com um total de 14 candidatos na disputa, três se destacam nas pesquisas como os mais prováveis a avançar para o segundo turno, agendado para 21 de junho.
A eleição pode sinalizar uma mudança na política colombiana, com potencial para um alinhamento mais próximo aos Estados Unidos, dado que a Colômbia é o segundo país mais populoso da América do Sul, atrás apenas do Brasil.
Os principais candidatos que lideram as intenções de voto são Ivan Cepeda, filósofo de esquerda e defensor dos direitos humanos; Paloma Valência, senadora da direita tradicional; e Abelardo de La Espriella, advogado milionário e admirador de líderes como Donald Trump. Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, é visto como forte candidato a avançar para o segundo turno.
“Petro vem da guerrilha M-19, Cepeda tem histórico de legislador. São perfis diferentes dentro da esquerda colombiana”, afirma Matheus Petrelli, pesquisador do Observatório Político Sul-Americano.
Cepeda, que já foi deputado e senador, tem uma trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos e pela luta política contra figuras como Álvaro Uribe, ex-presidente e ícone da direita colombiana. Ele também é conhecido por sua participação nas negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) em 2016 e pelo trabalho na política de Paz Total de Petro.
A eleição não é obrigatória e ocorre em um contexto onde a popularidade do governo Petro, que não pode se reeleger, aumentou consideravelmente ao longo de seu mandato, especialmente após a implementação de reformas sociais. Recentemente, a aprovação do presidente subiu de 23% em 2023 para 49,1% em fevereiro de 2026, de acordo com pesquisas.
O cenário para o segundo turno, no entanto, ainda é incerto. As pesquisas mostram resultados variados, com algumas indicando a vitória de Cepeda em cenários contra seus adversários, enquanto outras apontam para possíveis derrotas. “Não dá para cravar nada”, conclui Petrelli, ressaltando a volatilidade da situação política colombiana.
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