O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou a intenção de desapropriar o terreno da refinaria Refit, considerada uma das maiores devedoras de impostos do Estado. O valor da dívida da empresa com o governo fluminense chega a impressionantes R$ 9,4 bilhões. A informação foi inicialmente divulgada por um colunista de um jornal local e confirmada por outras fontes.
A proposta do governador é que o confisco do terreno seja utilizado para abater parte dessa dívida bilionária. No entanto, até o momento, o governo não forneceu detalhes sobre como a desapropriação será realizada, nem uma estimativa do valor do terreno em questão.
Ricardo Magro, proprietário da Refit, está sendo procurado pela Justiça, após ter um mandado de prisão emitido no âmbito de uma investigação da Polícia Federal. Essa investigação apura supostas irregularidades e sonegação fiscal que envolvem a refinaria, que, somando as dívidas com outros entes federativos, ultrapassa R$ 55 bilhões, tornando-se a maior devedora do país.
A Refit e seu dono estão no centro da Operação Sem Refino, que investiga um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que Magro teria utilizado empresas e fundos de investimento para ocultar operações financeiras. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, mas até agora, a Polícia Federal não conseguiu localizar o empresário.
Além de Magro, a operação também atinge políticos. O ex-governador Claudio Castro foi alvo de buscas, pois é suspeito de ter tentado beneficiar a refinaria ao articular um refinanciamento de dívidas que poderia reduzir em até 95% os débitos da empresa com o Estado. Tanto a Refit quanto o ex-governador negam qualquer irregularidade, com Castro se dizendo à disposição da Justiça para esclarecer os fatos.
O senador Ciro Nogueira também foi mencionado nas investigações, que revelaram que um fundo de investimento associado à Refit pagou R$ 14,5 milhões a uma empresa da família do parlamentar. Nogueira defende que o pagamento foi legítimo, referente à venda de um terreno devidamente declarado.
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