O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou no dia 28 de maio de 2026 a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs). A medida gerou reações divergentes entre governistas e opositores no Brasil, com a oposição celebrando a decisão e os governistas alertando sobre as potenciais consequências para o país.
Em nota, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, enfatizou que o crime organizado é um problema que deve ser combatido. Ele destacou a importância da cooperação internacional em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Contudo, Amorim alertou que utilizar essa classificação como justificativa para intervenções externas seria inaceitável.
“A classificação do PCC e do CV pode produzir consequências financeiras desastrosas e ampliar os prejuízos à economia brasileira”, afirmou o líder do PT na Câmara, Pedro Uzcai (PT-SC).
Uzcai criticou a articulação da extrema-direita, mencionando o papel do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que, segundo ele, tentaram buscar apoio dos Estados Unidos para aquilo que não conseguiram no Congresso Nacional. O deputado ainda alertou sobre os riscos que essa classificação pode trazer, como sanções e bloqueios de ativos que afetariam o sistema financeiro do Brasil.
Ele propôs que essa situação pode prejudicar milhões de pessoas que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado e comprometer a cooperação penal internacional. Uzcai destacou a necessidade de combater as facções criminosas com firmeza, mencionando o Projeto de Lei n° 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção.
“A medida é um ataque brutal à soberania brasileira”, declarou o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que também se posicionou contra a classificação.
Farias ressaltou que as facções estão sendo combatidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com operações da Polícia Federal e da Receita Federal visando sufocar financeiramente o crime organizado. Ele criticou os irmãos Bolsonaro, acusando-os de irresponsabilidade e de tentar vulnerabilizar o Brasil em relação a intervenções militares dos EUA.
Por outro lado, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), elogiou a decisão dos EUA, afirmando que foi um grande dia para quem acredita em ordem e justiça. Cavalcante criticou a tentativa do governo Lula de convencer os Estados Unidos a não classificar as facções como terroristas, argumentando que quem controla territórios e espalha medo não pode ser tratado como vítima da sociedade.
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








