O turismo em Cuba enfrentou um colapso significativo, com uma queda de 48% no primeiro trimestre de 2026. Esse cenário alarmante é resultado do agravamento da crise econômica, que inclui escassez de combustível e o cancelamento de rotas aéreas. De acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas de Cuba, o país recebeu aproximadamente 300 mil visitantes internacionais entre janeiro e março de 2026. No mesmo período do ano anterior, 2025, esse número era de 577 mil turistas.
A redução no fluxo de turistas afetou países que tradicionalmente enviam visitantes à ilha, como Canadá, Estados Unidos e Rússia. A empresa Caribbean Tours, que opera no setor de turismo em Cuba, confirmou que o volume de visitantes caiu para cerca de uma dúzia por mês. Sarah Foda, gerente de operações da empresa na ilha, destacou que a diminuição do turismo está ligada a problemas de infraestrutura, como os frequentes apagões.
“A falta de eletricidade e a deterioração das condições vêm afastando os turistas”, afirmou Foda.
Além disso, a crise no turismo se agrava com a redução das conexões aéreas diretas para Cuba. Informações da plataforma FlightConnections revelam que várias rotas, especialmente da Europa e da América do Norte, foram canceladas. Companhias aéreas, incluindo a World2Fly, interromperam serviços devido à dificuldade de abastecimento de combustível para os voos de retorno.
Empresários do setor turístico relatam uma queda drástica na ocupação hoteleira e no faturamento. Andrea Gallina, proprietário de hotéis em Havana, mencionou que uma de suas unidades foi fechada em abril devido à redução contínua na ocupação. Alejandro Herrera, dono de um restaurante na capital cubana, revelou que sua receita caiu cerca de 90%. A crise econômica em Cuba não só afeta o turismo, mas também impacta diretamente a vida dos moradores e a sustentabilidade de negócios locais.

Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








