Deputados federais manifestaram apoio à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas transnacionais. Em declarações feitas na última terça-feira, 28 de maio, logo após o anúncio de Washington, os parlamentares aproveitaram para criticar a postura do governo federal brasileiro em relação ao crime organizado.
O deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) destacou a gravidade da situação, afirmando que as facções têm dominado a sociedade de forma alarmante.
“Essas facções que o crime organizado vem tomando conta da sociedade, não são mais só o tráfico de droga. Também virou um narco-estado, fazendo com que empresários e moradores sejam todos reféns”,
declarou. Ele ressaltou o avanço das organizações criminosas no Mato Grosso, mencionando que elas têm se estabelecido em postos de combustíveis e conveniências, entre outros.
O deputado Capitão Alden (PL-BA) reforçou a necessidade de reconhecimento da situação, afirmando que o mundo já percebeu o que muitos políticos brasileiros ainda não enxergam.
“O mundo começou a enxergar o que muitos políticos brasileiros ainda resistem em admitir: facção criminosa não é apenas tráfico de drogas. É poder paralelo, controle territorial, intimidação social e imposição do medo. Em muitas regiões, o cidadão já não vive sob a autoridade do Estado, mas sob a ordem do crime”,
afirmou.
Coronel Assis (PL-MT) também se manifestou a favor da medida, considerando-a necessária e esperada.
“O governo americano toma uma atitude que tinha que ser tomada”,
disse, destacando que a resistência do governo Lula a esse tipo de enquadramento era perceptível. Para ele, a decisão dos EUA representa um reconhecimento da seriedade da questão do crime organizado.
O deputado Messias Donato (UB-ES) enfatizou a urgência de uma resposta firme e coordenada contra o crime organizado, ressaltando as implicações da decisão americana.
“Quando uma facção criminosa espalha terror, controla territórios e desafia o poder do Estado, não estamos falando de crime comum. A decisão dos Estados Unidos evidencia a gravidade da ameaça representada pelo PCC e pelo Comando Vermelho e reforça a necessidade de uma resposta firme e coordenada contra o crime organizado”,
concluiu.
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