Na quinta-feira, 28 de maio de 2026, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que solicitou ao Exército que assuma o controle de 70% da Faixa de Gaza. Esta decisão representa uma clara desconsideração dos termos do cessar-fogo em vigor desde outubro do ano passado, que havia sido negociado após um intenso período de conflito.
“Estamos com o Hamas nas cordas”, afirmou Netanyahu durante uma coletiva de imprensa na Cisjordânia, ressaltando que as forças israelenses já controlam 60% do território, um aumento em relação aos 50% anteriormente. O primeiro-ministro expressou sua determinação ao afirmar: “Minha ordem é avançar para 70%”.
Este anúncio surge em um contexto de crescente violência na região, onde o Exército de Israel mantém uma campanha de bombardeios. Tanto Israel quanto o Hamas se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo estabelecido após um ataque sem precedentes do movimento islamista palestino ao território israelense em 7 de outubro de 2023.
A primeira fase da trégua, mediada sob pressão dos Estados Unidos, resultou na liberação de reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos. A implementação da fase seguinte previa o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual das tropas israelenses, um avanço que parece cada vez mais distante de se concretizar.
Segundo os termos do cessar-fogo, as forças israelenses deveriam recuar além da chamada “linha amarela”, que delimita a área controlada pelo Hamas daquela ocupada pelo Exército, que correspondia a pouco mais de 50% do território. Em 15 de maio, Netanyahu já havia informado que o controle do Exército se estendia a 60% da Faixa de Gaza.
A situação na área sob autoridade do Hamas é alarmante, com mais de 2 milhões de palestinos vivendo em condições de superlotação. Diversas ONGs denunciaram, em 22 de maio, que a situação humanitária continua “catastrófica” e acusaram Israel de não cumprir suas obrigações em relação aos civis palestinos.
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