O PSOL se prepara para uma reunião nesta semana com lideranças do PSB, visando um entendimento sobre a segunda vaga ao Senado por São Paulo. A principal meta dos psolistas é convencer o partido a abandonar a candidatura de Márcio França em favor da pré-candidatura de Marina Silva, da Rede. Essa estratégia é respaldada por informações de interlocutores do PSOL.
Os psolistas pretendem demonstrar que Marina é a candidata que reúne maior apoio entre as siglas da coligação. Já manifestaram preferência pela ex-ministra do Meio Ambiente partidos como PDT, PCdoB, além do próprio PSOL e da Rede, que formam uma federação partidária ao lado de Marina.
Além disso, a ex-ministra conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme fontes próximas ao assunto. Essa movimentação ocorre em um cenário de impasse que já perdura no campo da esquerda, onde o PSB exige do PT e de Lula uma definição rápida sobre os candidatos ao Senado por São Paulo.
Dentro do PSB, a avaliação é de que a falta de uma decisão está prejudicando as agendas de pré-campanha de figuras como Simone Tebet, Márcio França e Fernando Haddad, que também é candidato ao governo estadual. As lideranças do PSB já sinalizaram que, caso o PT não indique uma escolha em breve, o partido poderá lançar tanto Tebet quanto França, resultando em uma disputa interna com três nomes para as vagas, incluindo Marina Silva.
“A demora tem prejudicado as agendas de pré-campanha”, afirmam lideranças do PSB.
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