O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), declarou na última terça-feira, 26 de maio, que o Palácio do Planalto está empenhado em preservar o acordo firmado na segunda-feira, 25 de maio, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O pacto se refere à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho de 6×1.
Wagner afirmou a jornalistas que a intenção é manter o conteúdo do acordo estabelecido na Câmara:
“Vamos tentar manter o texto do acordo feito na Câmara”
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A declaração surge em um momento em que representantes do setor empresarial já iniciam articulações no Senado para modificar o texto, mesmo antes de sua aprovação na Câmara. O acordo, conforme descrito, representa um compromisso que busca equilibrar as regras vigentes e o conteúdo das duas PECs que estão tramitando na Câmara, propostas pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP).
O projeto, cujo relatório foi lido na segunda-feira na comissão especial, estabelece uma carga semanal máxima de 40 horas, com uma transição que se estenderá por 14 meses, além de proibir a redução salarial. A expectativa é que a proposta seja votada na Câmara ainda nesta semana, seguindo para aprovação no Senado posteriormente.
Além disso, Jaques Wagner comentou sobre a relação do governo com o Senado após a derrota na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Ele minimizou possíveis conflitos, afirmando:
“Minha relação está ótima”
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