A Polícia Federal (PF) informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que está disposta a reavaliar o acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, caso a defesa do investigado apresente uma nova proposta de colaboração.
De acordo com os investigadores, os advogados de Vorcaro têm o direito de protocolar uma proposta revisada. Isso implica que a Polícia Federal deverá analisar um novo conjunto de informações, desde que sejam apresentadas novidades relevantes.
Na análise inicial, a PF considerou que as informações fornecidas por Vorcaro não trouxeram elementos novos e, ainda, omitiu fatos significativos, como pagamentos a políticos e outros envolvidos, que já haviam sido identificados durante as investigações.
Diante desse cenário, a Polícia Federal rejeitou a proposta inicial, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliou que era viável continuar as negociações para um acordo, permitindo novos encaminhamentos.
Daniel Vorcaro foi preso no início de março, sob a ordem do ministro André Mendonça, sob a suspeita de liderar uma milícia armada para intimidar rivais e coordenar ataques cibernéticos a sistemas de investigação.
Após a manutenção da prisão pela 2ª Turma do STF, Vorcaro iniciou tratativas para colaborar com as autoridades. Ele foi transferido para uma cela especial na Superintendência da PF em Brasília, onde, ao longo de 45 dias, sua defesa elaborou a proposta que foi posteriormente considerada insuficiente pela PF.
A evolução desse caso poderá ter impactos significativos nas investigações em curso e na dinâmica das relações entre os envolvidos, à medida que novas informações possam surgir a partir de uma eventual nova proposta de delação.

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