O Instituto EGBÉ Cultura e Educação Afro-brasileira deu início, em maio, ao EGBÉ LAB – Fortalecendo o Cinema Negro Sergipano, programa de desenvolvimento audiovisual que acompanha a criação de um longa-metragem e um telefilme produzidos no estado.
As atividades reúnem consultorias de roteiro e direção ministradas por profissionais ligadas à Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba (EICTV), referência do cinema no Sul Global. O laboratório articula formação, criação e intercâmbio a partir de experiências do cinema negro brasileiro e diálogos com a diáspora africana.
Projetos contemplados
Dois projetos beneficiados pela Lei Paulo Gustavo em Sergipe participam do programa: o longa “Abya Yala: Raízes do Futuro”, dirigido por Carolen Meneses, e o telefilme “Samba de Celebração”, sob direção de Luciana Oliveira. O acompanhamento das obras é conduzido pelo roteirista, pesquisador e curador Victor de Rosa.
“Nos interessa pensar roteiro e direção como processos integrados, entendendo que a construção narrativa também é uma construção de imagem, estética e perspectiva”, destaca De Rosa.
Consultoras convidadas
Entre as especialistas que orientam o laboratório estão a roteirista cubana Xenia Riveri e a cineasta sergipana Everlane Moraes, ambas formadas pela EICTV. Riveri coordenou a Cátedra de Roteiro da escola por 13 anos e assinou roteiros premiados. Moraes, integrante da Rede de Talentos do Projeto Paradiso e da APAN, teve filmes exibidos em festivais como Sundance, Rotterdam e BFI London, além de codirigir a série “Histórias Impossíveis” (Rede Globo) em 2023.
Cronograma e ações abertas
O EGBÉ LAB acontece durante todo o mês de maio, com encontros coletivos, mentorias e imersões. Uma masterclass online com Everlane Moraes será realizada em 23 de maio, mediante inscrição. O encerramento está previsto para agosto, quando será promovida uma atividade pública para compartilhar processos criativos e aprendizados.
“Há uma urgência em criar espaços contínuos de formação e desenvolvimento para realizadores negros em Sergipe”, afirma João Brazil, produtor executivo do projeto e diretor institucional do Instituto EGBÉ. Segundo ele, o laboratório conecta o cinema negro sergipano a discussões mais amplas da diáspora e do audiovisual latino-americano.
O Instituto EGBÉ surge como desdobramento da EGBÉ – Mostra de Cinema Negro, ampliando sua atuação para além da exibição de filmes, com iniciativas voltadas à formação, memória, circulação e produção de conhecimento sobre o cinema afro-sergipano.
Com informações de Infonet
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