Sônia Teresinha Possa tem 68 anos e segue presa, longe de sua família, desde 2023. Imagens de 2022. (Foto: Arquivo pessoal/Renan Possa)
Arquivo pessoal/Renan Possa)
Sônia Teresinha Possa, de 68 anos, é contadora aposentada, viúva, mãe e avó. “E ela é contra criminosos”, afirma o filho Renan Possa, ao relatar que a idosa frequenta a Primeira Igreja Batista (PIB) de Curitiba, não tem redes sociais, não é filiada a nenhum partido político e teria ido a Brasília dia 8 de janeiro de 2023 para conhecer a capital e orar pelo país.
No processo, não há prova que ligue Sônia a atos de depredação, associação criminosa ou à suposta tentativa de golpe de Estado. Os ministros André Mendonça e Nunes Marques votaram para absolvê-la completamente dos seis crimes imputados aos presos do 8 de janeiro. No entanto, a maioria dos magistrados acompanhou o voto do relator Alexandre de Moraes, que condenou a idosa à pena de 14 anos.
“Ela tem a cama mais organizada do presídio, com a Bíblia aberta e anotações feitas”
Guilherme Kilter, vereador de Curitiba, ao falar da idosa Sônia Teresinha Possa, presa pelo 8/1.
Ela sofreu muita humilhação, teve medo na cadeia e perdeu 15 quilos”, lamenta Renan, ao citar que a mãe passou mais de um ano na Penitenciária Estadual de Piraquara e foi transferida no último mês de maio para o Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais.
Por Raquel Derevecki
Sônia Teresinha Possa tem 68 anos e segue presa, longe de sua família, desde 2023. Imagens de 2022.
Sônia Teresinha Possa tem 68 anos e segue presa, longe de sua família, desde 2023. Imagens de 2022. (Foto: Arquivo pessoal/Renan Possa)
Sônia Teresinha Possa, de 68 anos, é contadora aposentada, viúva, mãe e avó. “E ela é contra criminosos”, afirma o filho Renan Possa, ao relatar que a idosa frequenta a Primeira Igreja Batista (PIB) de Curitiba, não tem redes sociais, não é filiada a nenhum partido político e teria ido a Brasília dia 8 de janeiro de 2023 para conhecer a capital e orar pelo país.
No processo, não há prova que ligue Sônia a atos de depredação, associação criminosa ou à suposta tentativa de golpe de Estado. Os ministros André Mendonça e Nunes Marques votaram para absolvê-la completamente dos seis crimes imputados aos presos do 8 de janeiro. No entanto, a maioria dos magistrados acompanhou o voto do relator Alexandre de Moraes, que condenou a idosa à pena de 14 anos.
“Ela tem a cama mais organizada do presídio, com a Bíblia aberta e anotações feitas”
Guilherme Kilter, vereador de Curitiba, ao falar da idosa Sônia Teresinha Possa, presa pelo 8/1
“Ela sofreu muita humilhação, teve medo na cadeia e perdeu 15 quilos”, lamenta Renan, ao citar que a mãe passou mais de um ano na Penitenciária Estadual de Piraquara e foi transferida no último mês de maio para o Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais.
“Lá, ela tem a cama mais organizada do presídio, com a Bíblia aberta e anotações feitas”, afirma o vereador curitibano Guilherme Kilter, de 22 anos, que visitou recentemente a idosa e relata como foi difícil ver uma senhora com a idade de sua avó e frequentadora de sua igreja enfrentar aquela situação. “O tempo todo as lágrimas iam e voltavam enquanto conversávamos, tanto as dela quanto as minhas”, revelou.
Segundo ele, Sônia trabalha atualmente na farmácia da prisão para reduzir o tempo de pena, e recebe elogios dos colaboradores. Além disso, assiste programações da PIB transmitidas pela TV e afirma sentir muita saudade de ir à igreja. “Isso cortou meu coração”, disse o vereador, ao comentar que vai à PIB todo final de semana e jamais pensou que alguém inocente seria impedido de cultuar a Deus na igreja.
Durante a conversa, a idosa também contou ao parlamentar que viajou a Brasília para conhecer a cidade. “Ela e suas amigas estavam ‘turistando’ na Catedral de Brasília quando viram a polícia e os militares cercando a Praça dos Três Poderes”, relatou Kilter. “Por conta do cerco, foram empurradas para dentro do Congresso, sem entender o que estava acontecendo”, continuou.
Ele informa que a idosa foi, então, levada para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde passou 14 dias sem falar com a família. “O filho, suspeitando que algo estava errado, entrou em contato com um advogado que conseguiu tirar a mãe de lá.”
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