Três em cada dez alunos de 13 a 17 anos em Sergipe tomaram a primeira dose de bebida alcoólica com 13 anos ou menos, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual de 30% é o mais alto do Nordeste e aproxima-se da média nacional (29,3%).
Capitais nordestinas
Entre as capitais da região, Aracaju registra a segunda maior taxa de adolescentes que experimentaram álcool antes dos 14 anos: 32,3%, número praticamente igual ao observado em Salvador (32,5%).
Hábitos dos pais
Sergipe concentra a maior proporção de estudantes com pais ou responsáveis que consomem bebidas alcoólicas: 62,3%, acima das médias do Nordeste (57,7%), do Norte (55,6%) e do Brasil (61,5%). O hábito é mais frequente entre os pais de meninas (65,7%) do que dos meninos (58,7%). Em escolas particulares, 74,7% dos alunos têm responsáveis que bebem, diante de 59,4% na rede pública. Aracaju lidera o ranking nacional entre as capitais, com 69,7%.
Consequências relatadas
A pesquisa aponta que 13,4% dos estudantes sergipanos que já ingeriram álcool relataram problemas com família ou amigos, faltas às aulas ou brigas em razão do consumo.
Experimentação de álcool
No total, 55,1% dos adolescentes sergipanos já beberam alguma vez, o maior índice do Nordeste (média regional: 48,6%) e próximo da média brasileira (53,6%). Entre as meninas, a porcentagem alcança 60,4%, enquanto entre os meninos é de 49,5%. No país, os percentuais são 57,5% e 49,7%, respectivamente.
Cigarros convencionais
No estado, 13,7% dos estudantes da rede pública e 8,8% da rede privada já experimentaram cigarro, resultando em média de 12,8% — terceira menor do Nordeste, atrás de Piauí (12,7%) e Bahia (12,3%). As médias regional e nacional são 15% e 18,5%, respectivamente. Em Aracaju, 19% dos alunos da escola pública e 9% da particular já fumaram. A forma mais comum de obtenção foi a compra em estabelecimentos comerciais, citada por 42% dos entrevistados na capital.
Cigarro eletrônico e outras drogas
O levantamento mostra que 21,8% dos estudantes sergipanos já usaram cigarro eletrônico ou dispositivo similar, porcentagem próxima da média nordestina (22,5%) e inferior à nacional (29,6%). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização, importação, propaganda, fabricação, distribuição, armazenamento e transporte desses produtos desde 2009, com reforço das restrições em 2024.
Quanto a drogas ilícitas, 5,5% dos adolescentes de Sergipe relataram ter experimentado alguma substância proibida, abaixo das médias do Nordeste (6,1%) e do Brasil (8,3%).
Sobre a PeNSE
Em sua quinta edição, a PeNSE utiliza questionários autoaplicáveis para compor um panorama da saúde de estudantes do ensino fundamental e médio. Além do consumo de substâncias, a pesquisa investiga hábitos alimentares, atividade física, segurança, saúde mental, saúde bucal e uso de serviços de saúde. As edições anteriores ocorreram em 2009, 2012, 2015 e 2019.
Com informações de Infonet
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