O último domingo (21) foi marcado por dois feminicídios em Sergipe. Em Aracaju, Flávia Barros dos Santos, 38 anos, foi morta a tiros dentro de um quarto de hotel na Orla de Atalaia. O autor dos disparos, identificado como Tiago Sóstenes Miranda de Matos, tentou suicídio logo após o crime, mas sobreviveu e está sob custódia para responder judicialmente.
Horas depois, no povoado Pirunga, município de Capela, um homem esfaqueou e matou a ex-companheira na residência da vítima. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso.
Casos não são isolados
Episódios semelhantes vêm sendo registrados em outras regiões do país. Em São Paulo, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Mensagens obtidas pelo Ministério Público mostram exigências de submissão feitas pelo oficial, elemento considerado relevante para o andamento do processo.
Números recordes
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que 2025 teve o maior número de feminicídios já registrado no país: 1.568 vítimas, alta de 4,7 % em relação a 2024, com média de quatro mulheres mortas por dia. Em 66,3 % dos casos, o crime ocorreu na residência da vítima, e a arma de fogo foi o principal meio empregado.
O levantamento também aponta crescimento de 26,7 % nos pedidos de medidas protetivas de urgência no mesmo período.
Medidas de prevenção
Para conter a escalada da violência, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estimula, desde a Resolução nº 254/2018, a criação de Grupos de Reflexão para Homens Autores de Violência Doméstica, baseados nas diretrizes da Lei Maria da Penha. Os encontros trabalham a responsabilização dos agressores e a desconstrução de comportamentos de dominação.
Especialistas defendem ainda a ampliação de ações educativas que promovam respeito à autonomia feminina desde a infância, apontando a formação de valores como estratégia fundamental de longo prazo.
Com informações de Infonet
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