O sistema público de saúde de Sergipe realizou, neste domingo de Carnaval, 15, o segundo transplante de rim com doador falecido na Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), em Aracaju. Um dos órgãos foi implantado em um paciente atendido na própria unidade; o outro seguiu para Porto Alegre (RS) por meio do Sistema Nacional de Transplantes.
A doação foi autorizada pela família de uma mulher que teve morte encefálica após sofrer um Acidente Vascular Encefálico (AVE). Segundo a chefe do serviço de transplante renal do hospital, Simone Oliveira, o novo procedimento comprova o avanço da equipe. “Realizar o transplante aqui garante maior equidade no acesso ao tratamento para o paciente renal crônico em diálise”, afirmou.
Antes da cirurgia, os candidatos passam por avaliação no ambulatório de pré-transplante do Hospital de Cirurgia. Após a etapa de exames, eles são incluídos na lista estadual e convocados conforme a compatibilidade e a disponibilidade de órgãos.
O coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, destacou a importância da retomada dos transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “A doação de órgãos é o maior ato de benevolência humana, pois, em um momento de extrema dor, lembramos de quem espera na lista”, declarou.
Como se tornar doador
No Brasil, a retirada de órgãos só ocorre com autorização da família, mesmo que o potencial doador tenha manifestado esse desejo em vida. O protocolo começa quando pacientes em estado neurocrítico são identificados pela Organização de Procura de Órgãos (OPO). Confirmada a morte encefálica, os órgãos são ofertados a receptores compatíveis segundo as regras do Sistema Nacional de Transplantes, sob acompanhamento da Central Estadual de Transplantes.
Com informações de Infonet
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