Uma decisão considerada truculenta, desumana e sem qualquer sensibilidade social está causando revolta e desespero entre pequenos comerciantes que há anos trabalham em uma área do município. Por autorização direta do prefeito Airton Martins, equipes da prefeitura notificaram os trabalhadores e deram um prazo de apenas 24 horas para que retirem seus pertences do local.
Segundo relatos dos próprios comerciantes, a ordem é clara e chocante: quem não sair, o trator passa. A determinação, de acordo com os servidores que estiveram no local, parte diretamente do prefeito.
A área abriga pequenos comércios que garantem o sustento de dezenas de famílias, trabalhadores humildes que sobrevivem do próprio esforço e que agora se veem ameaçados de perder tudo da noite para o dia, sem diálogo, sem alternativa e sem qualquer plano de realocação.
Diante do desespero, uma comissão de comerciantes procurou a vereadora Pastora Salete, relatando a gravidade da situação. Emocionada, a parlamentar foi até o local, conversou com os trabalhadores e presenciou de perto a aflição de pais e mães de família, muitos sem saber como irão alimentar seus filhos.
A cena mais comovente foi a de um pai de família com quatro filhos, visivelmente abalado, sem saber o que fazer diante da ameaça de perder o único meio de sustento.
Sensibilizada, a vereadora Pastora Salete fez um apelo público ao prefeito Airton Martins, pedindo que ele reflita sobre seus atos, pense no povo que o elegeu e reveja a decisão. Para a parlamentar, a atitude representa um desserviço à população, especialmente aos mais humildes.
Os comerciantes não se recusam a sair, mas pedem respeito, diálogo e dignidade. Eles solicitam apenas que a prefeitura indique outra área para que possam continuar trabalhando e sustentando suas famílias.
Até o momento, o silêncio da gestão municipal só aumenta a revolta e o sentimento de abandono. A pergunta que fica é: vale tudo contra o povo mais pobre?
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