A Caixa Econômica Federal deposita nesta quinta-feira (11) a parcela de dezembro do Bolsa Família para os beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 2. O valor mínimo continua em R$ 600, mas o benefício médio sobe para R$ 691,37 por causa dos adicionais pagos pelo programa.
Alcance do programa em dezembro
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 18,7 milhões de famílias recebem o repasse neste mês, o que representa um desembolso de R$ 12,74 bilhões por parte do governo federal.
Adicionais do Bolsa Família
Além do piso de R$ 600, o programa concede:
- R$ 150 por criança de até 6 anos;
- R$ 50 para gestantes;
- R$ 50 para nutrizes (mães que amamentam) e para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos;
- Benefício Variável Familiar Nutriz: seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses.
Calendário antecipado
Tradicionalmente, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis, mas, devido às festas de fim de ano, o cronograma de dezembro foi antecipado em cerca de dez dias para que as famílias recebam antes do Natal.
Informações sobre datas, valores e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.
Pagamento unificado em 179 municípios
Na quarta-feira (10), a Caixa efetuou o depósito para todos os beneficiários de 179 cidades, independentemente do final do NIS. A unificação contemplou 120 municípios do Rio Grande do Norte, 32 do Paraná, 9 de Sergipe, 7 de São Paulo, 6 de Roraima, 3 do Amazonas e 2 do Piauí. Entre as cidades paranaenses beneficiadas está Rio Bonito do Iguaçu, onde um tornado destruiu cerca de 90% das construções.
A medida foi adotada para localidades afetadas por chuvas, estiagens ou que possuem povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A relação completa dos municípios está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Seguro Defeso e regra de proteção
Desde 2023, não há desconto do Seguro Defeso nos pagamentos do Bolsa Família, conforme definido pela Lei 14.601/2023, que reinstaurou o programa.
Em dezembro, 2,33 milhões de famílias estão enquadradas na regra de proteção, que permite a manutenção de 50% do benefício por até dois anos caso a renda mensal por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo. Somente neste mês, 169,9 mil domicílios ingressaram nessa modalidade. Para famílias que entraram na transição a partir de junho, o período de permanência passou a ser de um ano; quem aderiu até maio continua com o prazo de dois anos.
Com informações de Infonet
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