Programas de microcrédito do Banco do Nordeste (BNB) têm ampliado as oportunidades de negócios para famílias quilombolas em Sergipe. Por meio do Crediamigo, voltado ao meio urbano, e do Agroamigo e Prodeter, destinados à área rural, empreendedores de diferentes regiões do estado ganham acesso a financiamento, capacitação e acompanhamento técnico.
Expansão na região Sul
Há sete anos, o casal Anatália Costa e Wilson, do povoado Cajazeiras, em Santa Luzia do Itanhy, abriu uma lanchonete em Terra Caída, município de Indiaroba. O negócio ficou conhecido pelo hambúrguer de aratu. Com sucessivos financiamentos do Crediamigo, os dois reformaram o ponto, compraram equipamentos e agora inauguraram uma pousada no andar superior.
“Sempre com o microcrédito para financiar a reforma, a compra do mobiliário e dos equipamentos”, destacou Anatália, que também passou a atuar como consultora de confeitaria.
Primeiro quilombo urbano de Sergipe
A cabeleireira Erika Jovelina, descendente da comunidade Maloca, em Aracaju — reconhecida como o primeiro quilombo urbano do estado — utilizou recursos do Crediamigo para adquirir novos equipamentos e ampliar o atendimento no salão de beleza.
Força no campo
No povoado Mocambo, em Porto da Folha, região do Alto Sertão, a produtora rural Elineide Couto recorre ao Agroamigo há 19 anos. A linha de crédito possibilitou a compra de máquinas e a renovação do rebanho, sustentando a produção de leite e queijos artesanais. “O apoio do Banco do Nordeste é essencial para fortalecer a economia local”, afirmou.
Prodeter chega ao Baixo São Francisco
Há cinco meses, o Prodeter implantou o primeiro plano de trabalho junto a comunidades quilombolas no Território Brejão dos Negros, em Brejo Grande. Voltada à rizicultura agroecológica, a iniciativa também abrange produtores de Brejo Grande, Neópolis, Ilha das Flores e Pacatuba. Até 2027, o objetivo é elevar em 30% a lucratividade e capacitar todos os agentes envolvidos no cultivo de arroz irrigado.
Números e abrangência
Em Sergipe, 36 comunidades quilombolas reconhecidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reúnem cerca de 28 mil famílias. Segundo o superintendente estadual do BNB, César Santana, agentes dos programas identificam potenciais empreendedores e apoiam atividades como manicure, venda de alimentos e agricultura familiar. “O banco tem avançado na aplicação de recursos que levam renda e melhorias de vida para essas famílias”, ressaltou.
Os programas de microcrédito seguem como principais instrumentos de estímulo econômico para os quilombolas sergipanos, facilitando investimentos em comércio, serviços e produção agropecuária.
Com informações de Portal Infonet
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








