O Governo de Sergipe entregou três novos sistemas de dessalinização do Programa Água Doce (PAD) nos povoados Saco do Camisa, em Poço Verde, Bela Aurora, em Porto da Folha, e no assentamento Carlos Prestes, em Carira. As estruturas beneficiam cerca de 500 famílias e receberam investimento de R$ 1 milhão.
Coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e financiado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o PAD é executado pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em parceria com prefeituras e comunidades locais.
Expansão do programa
Com as três novas unidades, Sergipe soma 32 sistemas de dessalinização instalados em nove municípios, alcançando aproximadamente oito mil pessoas. Um convênio de R$ 9 milhões prevê a construção de mais 11 unidades nos próximos meses.
Como funciona o processo
A água é captada em poços tubulares e passa por filtros que removem sedimentos. Na etapa seguinte, bombas de alta pressão conduzem o líquido por membranas semipermeáveis, que retêm os sais através da osmose reversa. Após correção de pH e desinfecção, a água tratada é armazenada e distribuída. O concentrado salino resultante é enviado a tanques de contenção e, em algumas localidades, reaproveitado para criação de tilápias ou irrigação de plantas forrageiras adaptadas.
Impacto nas comunidades
No Povoado Saco do Camisa, o sistema disponibiliza cerca de 18 mil litros de água potável por mês. Cada família pode retirar até 80 litros semanais, quantidade considerada suficiente para beber e cozinhar.
Segundo o coordenador estadual do PAD, Vanderson Carvalho, a água subterrânea da região é naturalmente salobra e, antes do programa, provocava problemas de saúde como hipertensão e cálculos renais. “Com os investimentos futuros, mais de 5 mil famílias do semiárido sergipano serão atendidas”, afirmou.
Gestão participativa
Os moradores elegem um grupo gestor responsável pela operação dos dessalinizadores. No Saco do Camisa, cada família contribui com R$ 20 mensais para pequenas manutenções e pagamento de dois operadores; a prefeitura arca com a conta de energia, enquanto Estado e União oferecem suporte técnico.
Integrante do grupo gestor, Edinalva Batista e Silva destaca a mudança na rotina. “Antes precisávamos comprar água ou buscar em cisternas distantes, sem tratamento. Agora temos água de qualidade aqui mesmo”, relatou.
O prefeito de Poço Verde, Roberto Barracão, ressaltou a integração entre os governos federal, estadual e municipal: “É dignidade para quem mais precisa”.
Com informações de Governo de Sergipe
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