O jornalista e blogueiro Cláudio Nunes criticou, nesta semana, a condução das políticas de turismo do Governo de Sergipe. Segundo ele, os materiais promocionais enviados a grandes eventos, como o catálogo “Conheça o Brasil” distribuído na COP30, repetem há mais de uma década os mesmos roteiros: os cânions de Xingó, a rota do peixe-boi marinho (Aracaju e Itaporanga) e o Caminho dos Quilombos, no povoado Mussuca.
Nunes argumenta que o destaque excessivo aos cânions de Xingó ofusca outros atrativos pouco explorados, a exemplo da Área de Proteção Ambiental Croa do Goré, do Parque dos Falcões e do Parque Nacional Serra de Itabaiana. Para o blogueiro, esses destinos oferecem potencial ecológico e educativo, mas carecem de investimento e divulgação.
O texto também questiona a administração da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e da Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur). Conforme a publicação, a pasta é tratada como “cabide político” e não adota critérios técnicos, situação que teria impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos aos visitantes. Nunes menciona ainda eventos como o Pré-Caju, descrito como sazonal e beneficiário de incentivos concentrados em um “mesmo grupo”.
Outra crítica recai sobre o uso de estandes “caros e vistosos” em feiras de turismo nacionais enquanto, de acordo com o blogueiro, falta infraestrutura básica para receber turistas no estado. Ele sustenta que profissionais qualificados migram para outras áreas por falta de oportunidade e que os recursos públicos destinados ao setor beneficiam repetidamente os mesmos empreendimentos.
No texto, o jornalista dirige-se ao governador Fábio Mitidieri, sugerindo que a saída do secretário Marcos Franco em dezembro — para disputar mandato de deputado — seja a oportunidade de renovar toda a equipe responsável pelo turismo. Para Nunes, a mudança é necessária para romper com a “panelinha” que, segundo ele, limita o crescimento do setor em Sergipe.
Por fim, o blogueiro lista perguntas ao chefe do Executivo estadual sobre quem “controla” o turismo sergipano e quem teria interesse em impedir que o segmento “ganhe asas”. Ele defende que o estado adote uma gestão profissional capaz de projetar Sergipe em mercados nacionais e internacionais.
Com informações de Portal Infonet
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