Sergipe alcançou, em setembro de 2025, o maior número de vínculos de aprendizagem profissional já registrado no estado: 6.254 jovens aprendizes. O dado consta no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e foi analisado pelo Observatório do Trabalho da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem).
O total de aprendizes corresponde a 1,7% dos vínculos formais existentes em Sergipe, índice que coloca o estado na quinta posição do ranking nacional e na liderança do Nordeste. Em comparação com setembro de 2022, quando havia 4.659 contratos, o crescimento foi de 34,2%.
Distribuição por setores
Conforme o Caged, os setores que mais contrataram aprendizes em setembro foram:
• Serviços: 2.671 aprendizes (1,5% dos 176.302 empregos formais);
• Comércio: 1.459 aprendizes (1,8% dos 83.181 vínculos);
• Indústria: 1.254 aprendizes (2,3% dos 53.876 empregos formais);
• Construção: 727 aprendizes (2,3% dos 31.952 vínculos).
1º Feirão Sergipano de Aprendizagem Profissional
Para ampliar esses números, o Governo de Sergipe, por meio da Seteem e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/SE), realiza o 1º Feirão Sergipano de Aprendizagem Profissional nos dias 13 e 14 de novembro, em Aracaju, em parceria com o Fórum Estadual de Aprendizagem Profissional (Feap/SE).
No dia 13, o evento acontece no Ministério Público de Sergipe, das 8h às 12h30, focado em empresas interessadas em cumprir a cota de aprendizes, com palestras e diálogo com entidades formadoras. Já em 14 de novembro, a programação será transferida para o Ginásio Constâncio Vieira, a partir das 8h, voltada a jovens de 14 a 22 anos, que poderão assistir a palestras, participar de oficinas, inscrever-se e passar por entrevistas.
O secretário estadual Jorge Teles destacou que o resultado recorde “é fruto de uma governança colaborativa entre Estado, sistema de justiça, setor produtivo e entidades formadoras, abrindo portas para o futuro da juventude sergipana”.
Para o procurador do Trabalho Alexandre Alvarenga, da Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Infantil (Coordinfância), a aprendizagem é “a porta de entrada para o mercado, permitindo ao adolescente conciliar estudo e prática profissional, podendo evoluir para contratação efetiva a partir dos 16 anos”.
Durante o Feirão, será criado um banco de currículos para encaminhamento posterior de vagas, beneficiando tanto os jovens quanto as empresas que precisam atender à legislação da cota mínima de aprendizes.
Com informações de Governo de Sergipe
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