A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) começou nesta segunda-feira, 10, em Belém (PA), e conta com delegação de Sergipe para apresentar resultados em sustentabilidade, transição energética e governança ambiental.
Estado assume protagonismo
Classificado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) como líder em Sustentabilidade Ambiental no Nordeste, Sergipe quer usar o maior fórum climático do planeta para influenciar políticas globais. “Deixamos de ser coadjuvantes e passamos a protagonistas nas grandes pautas do futuro”, afirmou o governador Fábio Mitidieri.
Estrutura de representação
A comitiva inclui a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), a Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan) e a Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE). Segundo a titular da Semac, Deborah Dias, o estado apresenta “programas com resultados concretos que conciliam desenvolvimento e proteção ambiental”.
Participação nas zonas Blue e Green
Até 21 de dezembro, Sergipe marca presença na Blue Zone, onde ocorrem as negociações oficiais entre países, para destacar avanços em hidrogênio verde e economia de baixo carbono. Na Green Zone, destinada à sociedade civil, o estado se une aos outros oito integrantes do Consórcio Nordeste na apresentação do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica.
Projetos em destaque
Entre as iniciativas levadas a Belém estão:
- Florestar-SE Velho Chico – recuperação de áreas degradadas e ampliação da cobertura vegetal;
- Conservar-SE – fortalecimento das Unidades de Conservação nos 75 municípios;
- Dialogar – educação ambiental junto a comunidades tradicionais e vulneráveis;
- Programas de recaatingamento, combate à desertificação e restauração da Mata Atlântica.
Governança ambiental
O diretor-presidente da Adema, Carlos Anderson, destacou que a autarquia leva à COP30 a experiência de fiscalização rigorosa, licenciamento criterioso e aplicação de medidas corretivas, evidenciando a execução efetiva das políticas ambientais do estado.
Rumo à economia de baixo carbono
Paralelamente, Sergipe busca consolidar-se como polo nacional da transição energética. De acordo com o presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, o estado tem condições singulares para competir no mercado de carbono e atrair investimentos em negócios sustentáveis.
As ações estão alinhadas ao Plano Sergipano de Economia Verde (PSEV), criado pelo Decreto nº 1.016/2025, que define diretrizes em bioeconomia, energias renováveis, economia circular, infraestrutura verde e mercado de carbono, integrado à iniciativa Sergipe 2050.
“Viemos dialogar com o mundo sobre as transformações já em curso, mostrando planejamento, resultados e projetos que unem crescimento econômico, inovação e responsabilidade climática”, resumiu o secretário especial do Planejamento, Júlio Filgueira.
Com informações de Governo de Sergipe
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