A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado será oficialmente instalada na próxima terça-feira, 4 de junho, no Senado Federal. A criação do colegiado foi confirmada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), após acordo com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento que deu origem à iniciativa.
Com foco na estruturação, expansão e funcionamento de milícias e facções criminosas em todo o país, a CPI pretende identificar falhas no enfrentamento ao crime organizado e propor medidas concretas para enfraquecer essas organizações.
Objetivos da comissão
Alessandro Vieira afirma que o colegiado vai atuar “com base em dados e evidências” para elaborar um diagnóstico detalhado da atuação de grupos criminosos. “O Brasil não merece ser refém de criminosos. É hora de reagir com inteligência e coordenação, e não com improviso e discursos de ocasião”, declarou o parlamentar.
O senador critica a falta de integração entre os órgãos de segurança. Segundo ele, a resposta atual ao crime organizado é “fragmentada” e carece de base técnica consistente. Vieira defende que a comissão reúna informações, ouça autoridades, Ministério Público e especialistas, e apresente soluções efetivas.
Contexto recente
A decisão de instalar a CPI ocorre poucos dias após uma megaoperação das polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em mais de 100 prisões e 119 mortes, de acordo com o governo fluminense, reacendendo o debate sobre violência urbana e a necessidade de uma estratégia nacional contra o crime organizado.
Alcolumbre destacou que é “hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro”, garantindo a proteção da população diante do aumento da violência.
Com a instalação marcada, a expectativa é que a CPI comece a trabalhar imediatamente na coleta de informações e definição do plano de ação para os próximos meses.
Com informações de FaxAju
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