O Governo de Sergipe mantém 134 Salas de Recursos Multifuncionais em escolas estaduais, oferecendo atendimento educacional especializado a alunos com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação. Os espaços são coordenados pelo Serviço de Educação Inclusiva (Seinc), vinculado ao Departamento de Educação da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
Estrutura distribuída em todas as regionais
Das 134 unidades, 123 são classificadas como tipo 1, destinadas a estudantes com deficiência física, auditiva, intelectual e TEA. Outras 13 são do tipo 2, que atendem também alunos com cegueira. Todas as Diretorias Regionais de Educação (DRE) contam com pelo menos uma sala equipada com recursos pedagógicos específicos.
Atendimento individual ou coletivo
De acordo com a diretora de Educação Especial da Seed, Lílian Alves, o atendimento costuma ser individualizado. A frequência semanal e a carga horária de cada estudante são definidas pelo professor responsável, conforme metas estabelecidas no Plano de Atendimento Individual (PAI). Não há limite legal de matrícula por sala; o número de alunos atendidos varia conforme a necessidade de acompanhamento individual ou em pequenos grupos.
Complemento ao ensino regular
O serviço é complementar às aulas convencionais. O estudante frequenta a sala de recursos no contraturno, mantendo a rotina normal em sala de aula. Na rede estadual, alunos surdos já contam com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua, ministrada por professores surdos, enquanto o português é trabalhado como segunda língua nas salas multifuncionais.
Equipe dedicada e parceria com famílias
Professores exclusivos atuam nas salas, desenvolvendo atividades lúdicas para estimular a aprendizagem. Gilda Correia dos Santos, docente há 21 anos e responsável pela Sala de Recursos Multifuncionais do Centro de Excelência Jornalista Paulo Costa, em Aracaju, salienta que o trabalho começa na matrícula, quando são analisados relatórios e realizada entrevista com a família para elaborar o PAI. “Cada aluno tem demandas específicas; o envolvimento dos responsáveis é decisivo para o progresso”, afirma.
Exemplo de evolução
Lázaro, 11 anos, diagnosticado com TEA, frequenta a sala do Centro de Excelência Paulo Costa. A mãe, Iza Carla Cardoso, conta que o filho passou a diferenciar manhã e tarde, direita e esquerda e já compreende melhor o calendário. “Além de aprender, ele socializa. Vejo evolução todos os dias”, relata. Um grupo de WhatsApp auxilia a comunicação entre pais e professora; por meio dessa rede, Iza conseguiu inserir o filho em aulas de música no Conservatório de Sergipe para complementar o tratamento.
As Salas de Recursos Multifuncionais permanecem como peça-chave na política de inclusão do estado, oferecendo suporte pedagógico que favorece o desenvolvimento acadêmico e social de estudantes com necessidades específicas.
Com informações de Governo de Sergipe
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