A Praça São Francisco, em São Cristóvão, virou palco de manifestações culturais na noite de sexta-feira, 24 de outubro, durante a celebração do Dia da Sergipanidade. A programação integrou o Festival Sergipanidade, realizado pelo Governo de Sergipe por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e da Secretaria Especial da Cultura (Secult), dentro do projeto Cultura Por Toda Parte.
O presidente da Funcap, Gustavo Paixão, afirmou que o festival, que já passou por Neópolis e Laranjeiras, fortalece a “política de interiorização da cultura”, ao destacar tradições e talentos locais.
Música sergipana em destaque
A abertura ficou por conta da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse), que levou ao público o projeto itinerante Orquestra na Estrada. O repertório foi inteiramente dedicado a compositores do estado, com execuções de Sergipanidade (Fabiano Santana), Viver Aracaju (Ismar Barreto), Cheiro da Terra (Cláudio Miguel e José de Gouveia) e Fazenda Velha (Erivaldo de Carira). O maestro Guilherme Mannis destacou que a Orsse “não se limita a peças europeias” e reforça a identidade cultural sergipana.
Telona ao ar livre
Logo depois, o público assistiu à quarta edição do Cinema na Praça, com exibição gratuita do documentário Morena dos Olhos Pretos, dirigido por Isaac Dourado. O filme, selecionado pelo Edital Tarcísio Duarte via Lei Paulo Gustavo, conta a trajetória da cantora Clemilda, conhecida como “Rainha do Forró”.
Roda de coco encerra a festa
O encerramento ficou por conta do Samba de Coco da Ilha Grande, liderado pela mestra Dona Madá, Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana. “Estou há 33 anos à frente do grupo e ver tanta gente dançando com a gente é gratificante”, declarou a artista, convidando o público para a roda.
Participação popular
A cantora de forró Érica Barbosa, de Aracaju, acompanhou todas as atrações e elogiou a iniciativa: “A programação está recheada de cultura; é fundamental para reafirmar nossa identidade”.
Moradora de São Cristóvão, Geleilda dos Santos, 70 anos, contou que nunca havia assistido à Orsse: “Aprendi muito com as explicações do maestro e brinquei na roda de coco; foi inesquecível”.
O casal Nelson Fontes, 84, e Marilene dos Santos, 75, assistiu à sessão de cinema da porta de casa. “Foi um privilégio ver a história de Clemilda ao ar livre; a programação foi excelente”, comentou Marilene.
Com música, cinema e dança, o Festival Sergipanidade reforçou a diversidade cultural do estado e levou atrações gratuitas a moradores e visitantes de São Cristóvão.
Com informações de Governo de Sergipe
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