A Prefeitura de Nossa Senhora de Lourdes, no interior de Sergipe, homologou a contratação de uma empresa para prestação de serviços em mídias digitais, com valores que somam até R$ 485.971,98. A contratação foi feita por meio do Pregão Eletrônico nº 05/2025, na forma de registro de preços, o que permite à gestão utilizar os serviços conforme demanda por até 12 meses, prorrogáveis por igual período.
Entre os serviços listados no contrato estão:
Criação de postagens para Instagram: R$ 139.484,10
Cobertura de eventos institucionais: R$ 55.682,00
Edição de vídeos para Reels: R$ 122.501,40
Filmagens com drones (40 a 160 min): R$ 178.404,48
O investimento tem gerado críticas nas redes sociais e entre lideranças políticas da região. Para muitos, o valor é considerado exagerado e incompatível com as reais prioridades do município, que enfrenta desafios na saúde, educação e infraestrutura.
“O prefeito quer ser influencer ou gestor? Enquanto falta medicamento nos postos, ele quer torrar quase meio milhão em likes e vídeos de drone”, disse um morador indignado, em postagem nas redes sociais.
Legal, mas é prioridade?
O contrato segue as exigências legais da nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), mas especialistas apontam para a necessidade de análise ética e de razoabilidade nos gastos públicos.
— A legalidade por si só não legitima um gasto. Um gestor deve observar o interesse público e o custo-benefício. Gastar R$ 485 mil com mídia em um município pequeno levanta questões sobre prioridades, explica um especialista em administração pública ouvido pela reportagem.
Ministério Público pode investigar
A homologação dos contratos foi publicada no Diário Oficial do Município no dia 15 de julho. Cidadãos já falam em acionar o Ministério Público Estadual para apurar possíveis excessos e favorecimentos.
Por enquanto, a Prefeitura não se manifestou publicamente sobre as críticas.
fonte soudegloria
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