Tribunal de Contas investiga o destino dos recursos, enquanto aliados abandonam o ex-prefeito Weldo Mariano.
A gestão do ex-prefeito de Canindé de São Francisco, Weldo Mariano, está no centro de uma nova controvérsia. Em dezembro de 2024, nos últimos dias do seu mandato, a Prefeitura recebeu R$ 12.148.276,16 oriundos da primeira parcela do repasse da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). No entanto, ao assumir o cargo em janeiro de 2025, o atual prefeito Machadinho Barbosa encontrou os cofres do município completamente zerados.
A situação despertou a atenção do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), que já iniciou uma apuração rigorosa para identificar como e onde esses recursos milionários foram aplicados. A ausência de informações claras sobre a destinação dos valores reforça a suspeita de má gestão e possível desvio de finalidade dos recursos públicos.
Além da pressão judicial, Weldo Mariano também enfrenta um forte desgaste político. Parte dos seus antigos aliados, que estiveram ao seu lado durante a campanha e o início do mandato, abandonaram o ex-prefeito diante das denúncias e do colapso administrativo registrado no fim de sua gestão. O isolamento político se agravou após a derrota nas urnas e o crescimento da rejeição popular, que superou os 82%, conforme pesquisas divulgadas no final de 2024.
O atual prefeito, Machadinho Barbosa, já determinou a abertura de auditorias internas e se comprometeu em colaborar com os órgãos de controle para garantir a transparência no processo. “O povo tem o direito de saber onde foi parar esse dinheiro. Vamos apurar e responsabilizar quem tiver que ser responsabilizado”, afirmou Machadinho em pronunciamento recente.
A expectativa agora recai sobre os próximos passos da Justiça e do TCE, que devem apresentar novos desdobramentos sobre a aplicação indevida dos recursos da Deso. Enquanto isso, a população de Canindé cobra respostas e exige que os responsáveis sejam punidos.
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