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O Ministério de um eventual governo Temer, ou pelo menos parte dele, é destaque nos jornais desta sexta (29). O vice presidente concedeu entrevista ao SBT na qual disse que não será candidato à reeleição. No Globo, a informação da manchete é sobre o convite que o senador José Serra (PSDB-SP) teria recebido para assumir o Itamaraty, que numa nova conformação seria fortalecido pela inclusão do Comércio Exterior como parte de suas funções. “Temer convida Serra para Itamaraty e rejeita reeleição”.

 

Na Folha de S. Paulo, a manchete é: “Em aceno ao PSDB, Temer nega candidatura em 2018”. No Estado de S. Paulo: “Temer define quarteto para economia com Serra no Itamaraty”. Os outros três seriam Henrique Meirelles na Fazenda; Romero Jucá (PMDB-RR) no Planejamento; Moreira Franco, numa supersecretaria ligada à presidência para coordenar concessões e privatizações. O Valor diz na manchete que “começa a tomar forma o governo Temer”.

  

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), avisou que levará ao plenário da corte a discussão sobre se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu da Lava Jato, pode estar na linha sucessória da presidência da República. Este tema está nas primeiras páginas dos jornais, principalmente no Globo que dá a ele o segundo destaque.

 

O Ministério Público Federal no Paraná apresentou novas denúncias contra o empresário Marcelo Odebrecht e o marqueteiro João Santana. O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato, disse que é “estarrecedor” o volume da recursos movimentados pela Odebrecht em corrupção. Santana recebeu dinheiro da Odebrecht durante as eleições de 2014 e logo após do pleito.

 

Os juristas Miguel Reali Jr. e Janaína Paschoal foram à comissão do impeachment. As fotos de Janaína estão em alguns jornais, na primeira página, fazendo exercícios de relaxamento, com braços e cabeça, durante a sessão. Ela disse que a comissão não deveria ficar apenas na análise dos decretos presidenciais de aumentos de gastos e do subsídio do Plano Safra pago pelo Banco do Brasil, em 2015, com seus recursos e não com transferências do Tesouro.

 

Reali repudiou o voto do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que enalteceu o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. O jurista falou ao blog sobre o caso e disse, na comissão, que o alvo do impeachment é a “ditadura da propina”. A empreiteira Mendes Junior, um das envolvidas na Lava Jato, foi considerada inidônea pela Controladoria Geral da União (CGU).

 

O ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto afirmou que Eduardo Cunha cobriu R$ 52 milhões de empresa para liberação de verbas do FGTS. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, repete estratégia da presidente Dilma e dá foro privilegiado para a mulher, nomeando-a secretária do Trabalho.

Dilma prepara um pacote de bondades para ser anunciado no dia do trabalhador, o 1º de Maio, como o reajuste do Bolsa Família e a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, reivindicações do PT e de movimentos sociais. Segundo a Folha, é o mais novo capítulo da “guerra” Dilma e Temer. A mídia estrangeira, segundo levantamento do mesmo jornal, não considera que está havendo um golpe mas critica o processo de impeachment.