Frei Paulo, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória e Graccho Cardoso registram alta infestação do Aedes aegypti. Levantamento estadual aponta risco elevado para dengue, zika e chikungunya.
Os municípios de Frei Paulo, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória e Graccho Cardoso estão com alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. O dado foi revelado pelo mais recente Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na manhã de ontem.
Segundo o levantamento, todas essas cidades apresentaram índices iguais ou superiores a 4,0, caracterizando risco elevado. Graccho Cardoso, em particular, teve um aumento preocupante, passando de um índice de 1,7 no segundo trimestre deste ano para 5,8, indicando um cenário de médio a alto risco.
O município de Itabaiana, situado na região Agreste do estado, também se destaca por apresentar uma diminuição no índice de infestação. No último levantamento, a cidade apresentou 4,4, uma redução de 0,5 pontos em relação ao semestre anterior, quando o índice foi de 4,9.
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Além disso, outros municípios como Areia Branca, Riachão do Dantas, Ribeirópolis e Simão Dias conseguiram reduzir seus índices e saíram da faixa de alto risco, passando para o status de médio risco no último estudo. Ao todo, 47 cidades sergipanas estão classificadas como de médio risco, enquanto 24 apresentam baixo risco, representando 5,33%, 62,67% e 32% das 75 cidades do estado.
A SES ressaltou que o LIRAa é um estudo realizado com base no trabalho de campo dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e tem como objetivo medir a presença do mosquito transmissor em Sergipe. O índice satisfatório é considerado entre 0 e 0,9; o de médio risco varia de 1,0 a 3,9; e o alto risco é para valores iguais ou superiores a 4,0. A realização contínua do LIRAa busca proteger a população e reduzir os riscos de complicações clínicas nas pessoas diagnosticadas com doenças relacionadas ao Aedes.
Em Aracaju, dos 48 bairros, 18 foram classificados como de baixo risco para dengue, enquanto 27 apresentaram médio risco. Os bairros com alto risco incluem Dom Luciano (5,9%), Luzia (4,8%) e Suíssa (4,4%). O 4º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti também revelou reduções em bairros que estavam em situação crítica anteriormente, como Cidade Nova, que caiu de 6,5% para 2,6%, e Cirurgia, que reduziu de 9,4% para 2,0%.
No período entre maio e junho deste ano, Aracaju registrou 309 notificações de dengue, com 31 confirmações, além de 10 casos de chikungunya e duas notificações de zika, sem confirmações ou óbitos relacionados a essas doenças.
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