Provab e Mais Médicos são pauta do 52º COBEM

 

felipe-cobem

 

Durante o 52º Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), realizado entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro, em Joinville (SC), o diretor do Departamento de Planejamento e Regulação da Provisão de Profissionais de Saúde, Felipe Proenço, debateu sobre a influência que os programas de provimento, Provab e Mais Médicos, têm sobre a Residência.

“Os programas do governo federal oferecem apoio e incentivo para que médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas atuem de forma supervisionada na Atenção Básica de municípios com carência de profissionais. Esta é a estratégia que utilizamos para prover médico em regiões prioritárias do SUS e que tem como foco a formação e educação permanente do profissional”, destacou Felipe Proenço.
Dentre as ações estruturantes do Programa Mais Médicos estão as medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no país, que preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil de residência médica, com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS. “Já existem evidências que mostram que o principal fator de fixação de médicos numa região são as vagas em residência. Por isso é fundamental a oferta de vagas de graduação e residência no mesmo município”, afirmou o diretor do Ministério da saúde.

Para a representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Cristina Sette, o Mais Médicos e o Provab auxiliam os municípios na melhoria da assistência à saúde da população brasileira. “Para aqueles municípios que não tinham médico há mais de um ano e para aqueles gestores municipais que ofertavam salários altos para conseguir um profissional que cumprisse pelo menos 20h semanais, os programas do Ministério da Saúde conseguem atender à uma demanda reprimida de muitos prefeitos, levar médico a quem precisa independentemente da localidade e de seu baixo IDH”, reforçou Cristina.

“Juntando Provab e Mais Médicos temos mais de 17 mil médicos distribuídos em 4 mil municípios, que garantem saúde a 50 milhões de brasileiros. Os programas, que têm 95% de aprovação da população, são mais do que o provimento emergencial de profissionais. O objetivo é reestruturar a formação do profissional de acordo com as necessidades do SUS, atendendo aos anseios da população com um médico mais humanista e comprometido com o cuidado”, finalizou Felipe Proenço.

Anna Lima
anna.iung@saude.gov.br
Jornalista/NUCOM/SGTES

Check Also

Vacinação em Estância é ampliada para idosos acima de 65 anos 07/04/2021 às 07h02 Noticia ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.