Ministério Público encerrou a terceira turma de facilitadores de círculos restaurativos. Formação prepara integrantes da instituição para aplicar práticas de diálogo e prevenção de conflitos.
O Ministério Público de Sergipe (MPSE), por meio da Escola Superior (ESMP) e da Coordenadoria Permanente de Autocomposição e Paz (Coapaz), concluiu a terceira edição do Curso de Formação de Facilitadores de Círculos de Construção de Paz – para Aplicações Menos Complexas/Não Conflitivas. A capacitação foi realizada nos dias 1º, 8 e 15 de setembro de 2026, na sede da instituição, e foi destinada a membros, servidores, residentes e estagiários.
A iniciativa integra o projeto “Disseminando a Cultura de Paz – Capacitando Membros e Servidores do MPSE”, que busca incentivar a Cultura de Paz na instituição por meio de formações contínuas e da aplicação de práticas autocompositivas no trabalho ministerial. Com abordagem teórico-vivencial, a capacitação abordou os princípios da Justiça Restaurativa, as etapas dos círculos, noções de Comunicação Não Violenta e a aplicação prática dessas ferramentas no cotidiano institucional.
As atividades foram abertas pela Coordenadora da Coapaz, a Procuradora de Justiça Maria Conceição de Figueiredo Rolemberg. As aulas e dinâmicas foram conduzidas pelas instrutoras do MPSE Ana Célia Barbosa Matias, Jacqueline Almeida Silva e Juliana Vasconcelos de Oliveira Freitas. O encerramento do curso contou com a presença do Ouvidor do MPSE e Coordenador da Coapaz em Exercício, o Procurador de Justiça Eduardo Matos.
O conteúdo programático teve foco na operacionalização dos círculos restaurativos em situações menos complexas e na promoção de práticas de diálogo e escuta ativa. A proposta visou oferecer técnicas e procedimentos que possam ser aplicados internamente pela instituição para prevenir conflitos e promover resoluções baseadas na participação voluntária e no respeito mútuo.
“Vejo que o III Curso de Formação de Facilitadores de Círculos Restaurativos e de Construção de Paz oferece à família MPSE algo essencial nos dias de hoje. No mundo da resposta impulsiva pela inteligência artificial, este curso nos retoma ao centramento humano e ao poder da resolutividade. É uma oportunidade para fortalecermos a escuta ativa, a voluntariedade e o diálogo como instrumentos de trabalho e de convivência, dentro e fora da Instituição”
A declaração acima foi proferida pela Promotora de Justiça Cecília Nogueira Guimarães, participante do curso, que destacou a relevância da iniciativa para a atuação ministerial.
“Participar desta capacitação foi uma experiência muito enriquecedora, que proporcionou novos conhecimentos e reflexões sobre a importância do diálogo, da escuta ativa, do respeito e da empatia na prevenção e na resolução de conflitos. O curso contribuiu não apenas para o aprimoramento profissional, mas também para uma mudança de perspectiva nas relações interpessoais, mostrando que pequenas atitudes podem favorecer um ambiente mais harmonioso e colaborativo”
A servidora Honorina Jamilly Almeida Novaes afirmou que a formação proporcionou aprendizados práticos para as relações diárias e o ambiente profissional, ressaltando o impacto das práticas restaurativas na convivência institucional. A experiência reforçou a intenção de incorporar rotinas de escuta e diálogo nas atividades do dia a dia do MPSE.
O encerramento formal do curso reuniu participantes e coordenadores, consolidando a continuidade do projeto de capacitação. A instituição planeja manter ações de formação voltadas à promoção da Cultura de Paz, com vistas à ampliação do uso de práticas autocompositivas no serviço público ministerial.
Fonte: Ministério Público de Sergipe (MPSE)
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