Líder da maior igreja Evangélica em Socorro (Assembleia de Deus Missão) Pastor Lourival Carlos Menezes afirma: “Tá na hora da igreja ter espaço nessas eleições”

foto-pastor-joana

foto pastor Nelson

Igreja não é lugar de política”. Esse discurso, que discorreu por diversas gerações dentro das igrejas evangélicas, parece ter ficado no passado. O que antes era um tabu passou a ser considerado necessidade para boa parte das denominações.

O cenário atual mostra que, assim como outros setores da sociedade, os evangélicos passaram a se organizar em busca de leis que defendam não só a liberdade de culto, mas também, valores familiares, éticos e morais que, muitas vezes, acabam sendo corrompidos. Diante desse contexto, alguns assuntos ganham destaque como, por exemplo, a luta da bancada evangélica no Congresso Nacional contra assuntos polêmicos como o aborto, casamento homossexual, dentre outros.

Para se ter uma ideia, a Frente Parlamentar Evangélica da Câmara dos Deputados projetou um crescimento de 30% nas eleições de 2014 e esperava passar dos atuais 73 parlamentares para até 95 – ocupando algo em torno de 18% das cadeiras disponíveis. Especialistas não acham difícil que isso ocorra, pois o grupo nunca teve tanta força. E, em ano de sucessão municipal, o poder de fogo desse setor da sociedade deve ficar ainda maior.

A realidade local não é diferente do cenário nacional; Socorro tem a maior população proporcional de evangélicos do estado, 35.7%. A Assembleia de Deus no Campo do João Alves a maior Igreja Evangélica, com um crescimento continuo impressionante.

Para vários analistas , os evangélicos entenderam a importância da política e, por isso, o engajamento tem sido maior.

Pastor Lourival Carlos: “Como a Igreja é uma instituição que trabalha em favor da família, e a política é o lugar onde se fazem as leis, então aí [na política] também é o lugar da Igreja”, afirmou.

O pastor Lourival Carlos em muitas de suas reflexões lembrou que, a ausência da Igreja da política fez com a instituição “perdesse terreno” na elaboração de leis e projetos que lutam por questões defendidas pelos evangélicos.

Era uma necessidade de estar envolvida, até porque os membros das igrejas são cidadãos e pagam impostos, mas a Igreja queria se manter distante [da política]. Com isso, perdeu tempo, terreno e oportunidade fazer leis a favor da família e do cidadão”, explicou.

Para o pastor Joanan Menezes , vice-presidente da Igreja Assembleia de Deus , o momento é de passar a visão aos membros da necessidade da Igreja se engajar na política.

O nosso povo precisa entender que a política pode intervir ao nosso favor. Estamos aprendendo e entendendo os benefícios. Na nossa denominação temos coordenadores específicos para estes assuntos e cada pastor tem orientado sua igreja”, disse.

O pastor lembrou ainda que, com o trabalho que está sendo feito nos últimos anos, os fiéis estão mais conscientes da importância de se votar em representantes da mesma fé.

Acredito que 65% dos membros [das igrejas em geral] estão conscientes dos benefícios que os bons políticos podem trazer para o nosso povo”, destacou.


“Muitos projetos passavam despercebidos dos evangélicos, mas hoje é diferente. Boa parte está consciente de que existem projetos que contrariam nossos princípios bíblicos”, analisou.

Para o pastor, a conscientização, principalmente em ano eleitoral, é a maior arma para que mais representantes evangélicos possam ser eleitos.

Temos muitos candidatos que nasceram em um berço evangélico e possuem princípios que a Igreja defende e aceita, a partir dos ensinamentos da palavra de Deus (bíblia sagrada). Essa é a importância de que um irmão vote em outro irmão, para que nem tudo passe sem que o nosso povo tenha conhecimento”, finalizou pastor Lourival .

Check Also

Canindé: Hugo de Pank toma posse no Parlamento Municipal

  Um dos vereadores eleitos mais jovens da história de Canindé de São Francisco, Hugo ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.