Fiscalização constata irregularidades em maternidades

FISCALIZAÇÃO

 

 

As administradas pela FHS apresentam problemas nas escalas

Após fiscalização em seis maternidades do interior do estado, o Ministério Público Estadual (MPE), Conselho Regional de Medicina do Estado de Sergipe (Cremese) e Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (COREN-SE), constataram que as maternidades dos municípios de Propriá, Capela e Nossa Senhora da Glória, administradas pela Fundação Hospitalar da Saúde, são as que mais apresentam problemas no atendimento porque não conseguem completar as escalas médicas. O problema reflete na superlotação das maternidades em Aracaju.

Segundo o promotor Nilzir Soares Vieira Júnior, por causa da deficiência no atendimento às gestantes, a demanda cresceu nas maternidades de Aracaju, inclusive na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.“Nós temos um quadro já conhecido de superlotação das unidades e de fechamento de escalas de plantão no Hospital Santa Isabel. A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, que tem perfil de atendimento só para grávidas de alto risco, agora está de porta aberta atendendo todo tipo de demanda”, observa.

De acordo com o promotor a força tarefa teve como objetivo verificar até que ponto a fragilidades do sistema médico no interior representa na superlotação das unidades de saúde e hospitais da capital. “Foram seis maternidades fiscalizadas nas cidades de Propriá, Glória, Capela, Lagarto, Estância e Itabaiana. Comparativamente as maternidades administradas pela Fundação Hospitalar de saúde estão numa situação pior do que as que são gerenciadas por entidades filantrópicas, principalmente em termos de recursos humanos”, constata.

Debate

A situação foi discutida na manhã desta segunda-feira, 30, durante o Seminário Saúde Materno-Infantil – Um Retrato da Assistência em Sergipe. No Auditório Promotor de Justiça Valdir de Freitas Dantas, na sede do MP-SE. O encontro teve como objetivo discutir como assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas as gestantes e recém-nascidos em Sergipe. Durante o evento, um painel apresentou os Resultados e Reflexões das Fiscalizações em Maternidade no Estado de Sergipe.

Saúde

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou que “a Fundação Hospitalar está sempre comunicando a falta de médico inclusive para fora do estando no intuito de contratar novos profissionais, mas não está sendo fácil realizar novas contratações pela falta de profissionais no mercado”, explica o assessor Alberto Jorge.

Obras

Ainda segundo o assessor, a maternidade de Propriá já está atendendo as recomendações do MPE. “As obras, que foram aconselhadas pelo MP, já foram atendidas. Já as maternidades de Nossa Senhora da Glória e Capela estão dependendo de verbas do Ministério da Saúde, que contempla a Rede Cegonha. As obras não foram concluídas porque o ministério não repassou ainda a verba”, conclui.

Por Eliene Andrade

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