Córdova questiona críticas por gols sofridos: “Parece que é perseguição”

Em entrevista após a partida, goleiro do Sergipe fala em tom de despedida: “Parece até carta marcada já. Vou conversar com minha família e vou ver o que vou fazer”

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O carrasco voltou. Mais uma vez o Sergipe não conseguiu vencer o Estanciano no Batistão. A última vez foi em 15 de maio de 2013, por 1 a 0, com gol de Lucão. No último domingo, a torcida até viu o time sair na frente, porém viu também o alvirrubro sofrer a virada com gols de Jadson e Mandacaru. Após a partida, o goleiro Rafael Córdova concedeu entrevista ao produtor do Globo Esporte, Felipe de Pádua, e disse que estava irritado com as cobranças de alguns torcedores.

– Não tem o que falar não. O torcedor estava aqui e viu o que aconteceu. Tomamos dois gols ali por desatenção. Acho que tá na hora de cada um assumir a sua responsabilidade, cada um assumir seu erro no gol. Não vou ficar aqui me defendendo o tempo todo, pois já estou ficando irritado, estou bastante chateado. Qualquer bola que vá na área eu sou obrigado a sair? Cada um tem seu atleta para marcar e aí depois cai sempre o peso em mim porque no passado o time teve vários goleiros que não deram certo. Agora, é levantar a cabeça, quarta-feira tem mais, se o professor optar por mim, vou jogar, se for o João, tenho certeza que ele também está preparado. Eu só não quero ficar aqui como alguém que está prejudicando o Sergipe. Parece que é perseguição, porque no primeiro tempo eu não errei e na boca do túnel uns três ou quatro torcedores ficaram me xingando. Claro, isso vai chateando o atleta. As duas chances que o Estanciano teve, eu peguei e mesmo assim ficaram me cobrando. Parece até carta marcada já. Enfim, vou conversar com minha família, vou ver o que vou fazer. Já estou com 37 anos, não preciso disso aqui para o meu futuro, entendeu? A gente fica mais chateado do que todo mundo pela derrota, mas paciência tem limite. Eu não quero, em nenhum momento, prejudicar o Sergipe, porque o Sergipe é muito grande. O Sergipe fica, o Rafael vai embora. É um time que tem que estar sempre lá em cima e o atleta que chegar tem que buscar isso. De repente eu já dei o meu melhor aqui e talvez não estou conseguindo mais render como antes. Se for pra sair, quero sair como um jogador que sempre se doou ao máximo pelo clube – desabafou Rafael Córdova.

O GloboEsporte.com entrou em contato com o goleiro do Sergipe. De um modo geral, Córdova repetiu algumas coisas ditas na entrevista acima, mas preferiu não falar da possível saída.

– Hoje, tudo que acontece no jogo o peso vem pra mim. Nem todo gol que eu levo é culpa minha. Quando a bola é alçada na área, cada um tem o seu marcador, a bola cruzada tem que estar em uma altura acima dos meus braços e não se abandona o gol só pra dizer que saiu. Fiquei chateado sim pela cobrança e, principalmente, por serem sempre as mesmas pessoas, tá parecendo carta marcada. Qualquer goleiro que vier vai sofrer com isso. Se eu não fosse experiente, já teria sentido isso faz tempo. Tenho 17 jogos, apenas três derrotas e saí em destaque em sete partida. E é só errar um tiro de meta pra começar a pegação no pé. Só quero o bem do Sergipe e ninguém mais do que eu lutou por essa classificação. Ninguém acreditava e sempre eu falava que iríamos chegar. Venci dores, fui para o jogo com dois dias após uma cirurgia, treino nas folgas, me dedico muito e, por isso, sinto mais que todos. Aonde passei fui campeão, tive êxito e aqui não seria diferente E, para finalizar, quando erro sou o primeiro a assumir –  explicou o goleiro alvirrubro.

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